Rússia convida Grécia para participar do banco de desenvolvimento dos Brics

Na última cúpula do bloco no ano passado, Dilma Rousseff disse que instituição foi criada como 'alternativa para necessidades de financiamento'

Em conversa telefônica com o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, o vice-ministro das Finanças da Rússia, Sergei Storchak, convidou Atenas a participar do banco de desenvolvimento dos Brics, formado também por Brasil, Índia, China e África do Sul, reportou o jornal grego Ekathimirini na segunda-feira (11/05).

EFE

Premiê lidera o Syriza, no poder desde início de 2015, mas que passa por impasse de acordo com credores europeus


Em resposta, Tsipras agradeceu a oportunidade de participação na instituição exclusiva do bloco de países emergentes, anunciado na última cúpula do grupo, em 15 de julho de 2014, em Fortaleza.

Para o chefe de governo grego, o convite foi uma “surpresa agradável” que será “examinado minuciosamente” e potencialmente discutido com outros líderes do Brics durante o Fórum Econômico Internacional de 2015 na cidade russa de São Petersburgo, indicou uma nota divulgada pelo seu partido, o Syriza.

Ainda na segunda, foi confirmado que o primeiro presidente do banco dos Brics será o economista indiano Kundapur Vaman Kamath, atualmente dirigente do ICICI Bank, o segundo maior banco indiano e o maior dos bancos privados do país asiático. Ele presidirá a instituição pelos próximos cinco anos e depois entregará o cargo de liderança ao Brasil.

Premiê grego afasta ministro das Finanças de negociações com União Europeia

Banco dos Brics terá economista indiano como primeiro presidente

Grécia recorre a fundo de emergência para pagar parcela de 750 milhões de euros ao FMI

 


Durante a cúpula dos Brics no ano passado, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, declarou à época que a criação do banco “representa uma alternativa para as necessidades de financiamento para os países em desenvolvimento, compensando a insuficiência de crédito das principais instituições financeiras internacionais”.

Além do banco de desenvolvimento, foi elaborado ainda um fundo emergencial de US$ 100 bilhões de ajuda mútua para situações de crise financeira. Os órgãos irão financiar projetos de infraestrutura e de desenvolvimento para as cinco economias emergentes que somam um quinto do PIB global e 40% da população mundial.

EFE/ arquivo

Putin (Rússia), Modi (Índia), Rousseff (Brasil), Jinping (China)e Zuma (África do Sul): cinco membros do Brics 


Rublo como moeda de troca

Além disso, Storchak sugeriu ainda a Tsipras que investidores e turistas russos possam  usar o rublo para pagar por bens de consumo e serviços na Grécia, auxiliando no desenvolvimento do turismo grego, uma das principais rendas da frágil economia do país.

“Essa duas nações poderia cooperar e começar a usar a moeda nacional em pagamentos de commodities e serviços”, afirmou Storchak, segundo a agência de notícias local AMNA. “Cidadãos russos são sensíveis quando se trata de conversão de rublos por outra moeda”, acrescentou.

PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

Destaques

Publicidade

Um livro fundamental para a luta das mulheres brasileiras

Um livro fundamental para a luta das mulheres brasileiras

Este livro traz de volta, depois de anos esgotado, o texto "Breve Histórico do Feminismo no Brasil", da pesquisadora e militante Maria Amélia de Almeida Teles. E acrescenta seis ensaios da autora, que tratam de temas como o aborto, a luta pela creche, a violação dos direitos humanos das mulheres durante a ditadura militar, a repressão contra as crianças no período e ainda o feminicídio.

Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias