Em cúpula com líderes europeus, Dilma diz que América Latina 'rechaça' sanções a Venezuela

Presidente brasileira participou da 2ª Cúpula Celac-UE, na Bélgica, e destacou que sua região 'não admite medidas golpistas e políticas de isolamento'

Em Bruxelas, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afirmou na quarta-feira (10/06) que os países latino-americanos “rechaçam” quaisquer sanções contra a Venezuela. A declaração ocorreu durante sua participação na 2ª Cúpula Celac-UE (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos e União Europeia) na capital belga.

EFE

Dilma Rousseff concede entrevista a veículos internacionais em Bruxelas após encontro com líderes latinos e europeus


“Não admitimos medidas unilaterais, golpistas e políticas de isolamento. Sabemos que tais medidas são contraproducentes, ineficazes e injustas. Por isso, rechaçamos a adoção de quaisquer tipos de sanções contra a Venezuela”, criticou Dilma, citada pela Agência Brasil.

“A Unasul trabalha arduamente para promover o diálogo político na Venezuela, buscando contribuir para o pleno respeito, por todos, ao Estado Democrático de Direito e à Constituição”, acrescentou.

Ontem, uma comissão de alto nível, comandada pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Diosdado Cabello, veio ao Brasil para revisar acordos bilaterais entre os países na área econômica, sobretudo em setores vulneráveis e que passam por crise de abastecimento.

70% dos territórios urbanos na América Latina são locais informais onde 'não há cidade', diz arquiteto uruguaio

Brasil foi recordista em pedidos de refúgio na América Latina em 2014, diz Acnur

Em cúpula com Celac, União Europeia diz que espera fim de bloqueio econômico dos EUA a Cuba

 


Enviado sob ordem do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o grupo discutiu acordos com indústrias de alimentos, de farmácias e do setor hospitalar que impliquem transferência de tecnologia e a instalação de fábricas e distribuidoras desses setores em Caracas.

Ainda ontem, Dilma afirmou que o Mercosul (Mercado Comum do Sul) têm condições de apresentar, em breve, uma proposta de livre comércio  com o bloco europeu — um projeto contestado por alguns países sul-americanos, como Argentina e Bolívia.

Na terça-feira (09/06), a chefe de Estado brasileira comparou a postura da comunidade internacional em relação à Venezuela e Cuba. Em entrevista a Deutsche Welle, ela destacou que não considera “virar as costas” para Caracas, nem “interferir em países irmãos”.

“Acho que muita gente gostaria que virássemos as costas para a Venezuela, como durante muito tempo foi feito com Cuba. Com Cuba, nós sempre nos recusamos. Nós somos um país eminentemente pacífico. Colocar a Venezuela como sendo uma ameaça aos Estados Unidos não é algo que contribua para maior democracia na Venezuela”, explicou Rousseff ao veículo alemão.

PUBLICIDADE

Outras Notícias

PUBLICIDADE
X

Assine e receba as últimas notícias

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

Diálogos do Sul

PUBLICIDADE

Últimas notícias

Álvaro García Linera: a globalização morreu

Hoje, quando ainda retumbam os últimos fogos da longa festa “do fim da história”, a triunfante globalização neoliberal faleceu deixando o mundo sem final, nem horizonte vitorioso

 

Mais Lidas

Destaques

PUBLICIDADE

Notícias + Lidas

Últimas Notícias

Álvaro García Linera: a globalização morreu

Hoje, quando ainda retumbam os últimos fogos da longa festa “do fim da história”, a triunfante globalização neoliberal faleceu deixando o mundo sem final, nem horizonte vitorioso

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE