FBI abre investigação de crime de ódio após ataque a igreja de comunidade negra em Charleston

Polícia diz que principal suspeito é Dylann Roof, de 21 anos; entre as nove vítimas fatais, estava senador estadual democrata

Atualizada às 11h19

Ao menos nove pessoas morreram em um ataque à mão armada ocorrido na noite de quarta-feira (17/06) em uma igreja metodista historicamente frequentada pela comunidade negra da cidade de Charleston, Carolina do Sul, EUA. Após o massacre, o FBI abriu uma investigação sobre "crime de ódio".

Segundo o FBI, citado pelo jornal local Post and Courier, de Charleston, o suspeito do ataque é o jovem Dylann Roof, de 21 anos. Informações da agência Reuters dão conta que Roof teria ganhado de presente uma arma em abril deste ano.

Reprodução/Facebook

Foto de Dylann Roof, suspeito de ter atacado com arma de fogo uma igreja em Charleston; na imagem, ele usa uma bandeira sul-africana da época do apartheid presa no casaco

As forças de segurança procuram o jovem com a ajuda de cães farejadores para "garantir que não está na região para cometer outros crimes", argumentou Mullen. 

Entre as vítimas, está o senador estadual demorata Clementa Pinckney, confirmou nesta quinta (18/06) o reverendo Al Sharpton, um dos líderes eclesiásticos negros do país. Por enquanto, três pessoas sobreviveram ao massacre.

O incidente aconteceu na Igreja Africana Metodista Episcopal Emmanuel (AME, sigla em inglês), em torno das 21h locais (22h de Brasília), durante a leitura de textos sagrados. 

EFE

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"Hoje estamos empenhados na busca deste terrível criminoso", declarou à imprensa o prefeito de Charleston, Joe Riley. "Uma pessoa horrível entrar lá e matá-los é inexplicável, obviamente o ato mais intolerável e inacreditável possível", acrescentou.

EFE

Frequentadores de igreja lamentam e pedem justiça após ataque

"Minha família e eu oramos pelas vítimas e os parentes afetados pela tragédia sem sentido desta noite" na igreja, declarou, por sua vez, a governadora da Carolina do Sul, a republicana Nikki Haley.

Já a pré-candidata democrata Hillary Clinton, que participou ontem de um ato eleitoral na cidade, tuítou: "Notícias terríveis de Charleston. Meus pensamentos e minhas orações estão com vocês".
 

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