Jovem branco detido confessa ataque a igreja e diz que negros estão 'se apoderando' dos EUA

Governadora pede pena de morte para caso em que 9 pessoas foram mortas; sobreviventes relatam discurso de Dylann Roof no momento da ação

Dylann Roof, jovem branco detido após o massacre em uma igreja de uma comunidade negra em Charleston (Carolina do Sul), confessou nesta sexta-feira (19/06) ter realizado o ataque que deixou nove mortos na quarta-feira (17/06).

Dylann conseguiu ficar foragido por algumas horas após crime
Detido horas depois do ataque, Roof foi indiciado por nove crimes de assassinato e também foi acusado do crime de posse de arma. Ele deve comparecer hoje diante de um juiz. 

Ao todo, seis mulheres e três homens, entre eles o pastor da igreja e senador estadual democrata Clementa Pinckney, morreram no ataque.

Segundo o relato de um dos sobreviventes, Roof justificou a ação dizendo que os negros estão se "apoderando" dos Estados Unidos.

De acordo com a emissora NBC, o jovem de 21 anos explicou à polícia que esteve "a ponto" de não disparar porque os fiéis foram "muito amáveis" com ele. No entanto, decidiu que tinha que "continuar com sua missão".

Amigos de Roof contaram à imprensa norte-americana que o garoto falava em começar uma "guerra racial" e de segregação dos negros, mas ninguém pensou que pudesse cometer um massacre. Em uma de suas fotos do Facebook, ele aparece vestindo um casaco com duas bandeiras de governos racistas em países africanos no século 20.

EFE

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O chefe da polícia de Charleston, Greg Mullen, disse estar certo de que foi um "crime de ódio" e foi aberta uma investigação para determinar se, efetivamente, a ação teve motivações raciais.

Para a governadora da Carolina do Sul, a republicana Nikki Haley, "sem dúvida", foi um "crime de ódio". "Queremos à pena de morte (para Roof). Este é o pior ódio que vi e o país viu em muito tempo", afirmou Haley hoje à rede NBC.



"Nós, como país, temos de levar em conta que este tipo de violência em massa não acontece em outros países avançados”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na tarde de quinta-feira (18/06).

Para Obama, o episódio “coloca uma ameaça particular à democracia” norte-americana e lembra que esse não foi um fato isolado na história do país. Em 1963, umataque contra uma igreja frequentada por negros em Birmingham, Alabama, matou quatro meninas e gerou uma onda de revolta por direitos civis no país.

(*) Com informações da Agência Efe e Reuters

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