Reitores dos EUA visitam Havana e assinam acordo de cooperação com universidades cubanas

Força-tarefa pretende facilitar a entrada de estudantes nos dois países e promover pesquisas conjuntas em cursos de graduação e pós

A recente reaproximação entre Cuba e Estados Unidos está rendendo desdobramentos não só nos campos político e econômico, mas também no meio acadêmico. No último mês, uma delegação de reitores de faculdades públicas norte-americanas e diretores de universidades e centros de pesquisa cubanos se encontraram em Havana para conversar sobre a cooperação entre os dois países nesta área. As informações são do portal britânico Times Higher Education.

A visita – primeira desde que Barack Obama e Raúl Castro deram início ao processo de normalização bilateral, em dezembro de 2014 – foi marcada pela assinatura de um memorando de entendimento entre José Ramón Saborido Loidi,  vice-ministro de Ensino Superior de Cuba, e Muriel Howard, presidente da AASCU (sigla em inglês para Associação Americana de Faculdades e Universidades Públicas) entidade que reuniu a comitiva de reitores norte-americanos. O grupo representa 420 instituições públicas de ensino superior dos EUA.

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No acordo, as partes se comprometeram a apoiar o fim do embargo econômico dos EUA a Cuba que, segundo a AASCU, “impede a colaboração acadêmica mutuamente benéfica” entre instituições de ensino dos dois países.

O documento pretende aumentar a colaboração acadêmica entre cubanos e norte-americanos. Para tanto, uma força-tarefa foi criada para desenvolver oportunidades de desenvolvimento profissional de professores, facilitar a entrada de estudantes nos dois países e promover pesquisas conjuntas em cursos de graduação e pós-graduação.

Para garantir que estes objetivos sejam alcançados, um “quadro de colaboração acadêmica”, com passos e ações específicas a serem executadas, deverá ser assinado no congresso Universidad 2016. O evento acontecerá na Universidade de Havana em fevereiro de 2016.

Além do encontro com Loidi, a delegação da AASCU também se reuniu com representantes de outras instituições cubanas, como o Ministério do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro, o Ministério da Saúde Pública, a Universidade de Havana, a Universidade de Ciências Técnicas de Havana, a Universidade de Ciências da Informação, o Instituto Técnico Superior José Antonio Echeverría e o Centro de Estudos Martí.

Em julho, antes do início do ano letivo norte-americano, a ASSCU, em conjunto com uma série de outras associações de ensino e pesquisa dos EUA, enviou uma carta para Barack Obama cobrando esforços para o restabelecimento das viagens acadêmicas entre Cuba e Estados Unidos. Segundo o texto, a administração do último presidente, o republicano George Bush, dificultou os intercâmbios com excessivas regulamentações.

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