1945 - Conferência de Ialta sela ordem do pós-Guerra na Europa
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Atualizado em 14/06/2016 às 14h46
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, afirmou nesta segunda-feira a Opera Mundi que “não há mudança” na diplomacia brasileira em relação à questão Israel-Palestina após ameaçar alterar o voto em uma resolução da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) favorável à Palestina. Na última quinta-feira (09/06), o Itamaraty emitiu uma nota oficial sobre uma decisão da Unesco votada em abril a respeito da defesa do patrimônio cultural nos territórios da Palestina ocupados por Israel, incluindo Jerusalém Oriental.
No comunicado, o governo brasileiro ameaça mudar o voto favorável aos palestinos “caso as deficiências apontadas na referida decisão não sejam sanadas em futuro exame do tema pela Unesco”. Procurado por Opera Mundi, o Itamaraty declarou que “não há mudança na posição brasileira em relação à questão palestina”.
EFE

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“O fato de que a decisão não faça referência expressa aos vínculos históricos do povo judeu com Jerusalém, particularmente o Muro Ocidental, santuário mais sagrado do judaísmo, é um erro, que torna o texto parcial e desequilibrado”, diz a nota da semana passada. O Brasil foi um dos 33 países que votaram a favor da resolução — 6 foram contra, 17 se abstiveram e 2 estiveram ausentes.
Segundo a assessoria do Itamaraty, a nota se concentra nos itens 19 e 20 do documento, que versam sobre o status de patrimônio mundial da Unesco conferido à Cidade Velha de Jerusalém e sobre as “medidas unilaterais israelenses” sobre o acesso ao local. O uso do termo “potência ocupante” no texto, em referência a Israel, foi alvo de críticas dos países que votaram contra a resolução.
A Opera Mundi a Unesco afirmou que não iria comentar o assunto.
“Devemos repudiar essa nota, que não diz que [a atuação de Israel] se trata de uma ocupação criminosa”, disse Soraya Misleh, integrante da Frente em Defesa do Povo Palestino, a Opera Mundi. De acordo com Misleh, o comunicado do Itamaraty apresenta um “contrassenso” tendo em vista que equipara o direito às práticas religiosas de judeus e muçulmanos, mas os últimos têm tal direito tolhido.
A Frente em Defesa do Povo Palestino ainda não se reuniu para tratar do assunto, portanto não existe um posicionamento do grupo. Misleh afirma que existem integrantes da Frente que veem a nota como um possível indicativo de mudança da postura do governo brasileiro sobre a questão palestina, interpretação de que ela não compartilha. “A nota é negativa, é péssima, mas não se trata de um retrocesso”, disse. Segundo ela, o governo brasileiro anterior, do PT, “adotou uma retórica pró-Palestina, mas continuou a firmar acordos com Israel”.
Procurada pela reportagem, a Conib (Confederação Israelita do Brasil) disse que “não vê uma mudança na posição brasileira sobre o conflito” e que “o Brasil continua a defender a solução de dois Estados para dois povos e a paz definitiva entre Israel e Palestina”.
“A nota do Itamaraty sobre o voto na Unesco apenas representa o reconhecimento dos vínculos do povo judeu com Jerusalém. Acompanhamos o tema com atenção e esperamos que a Unesco em seu conjunto corrija a absurda decisão, de conteúdo claramente antissemita”, declarou a Conib. Em uma nota publicada em seu site na última sexta-feira (10/06), a Conib classificou a decisão da Unesco como “mais um pretexto do mundo árabe para propagar o ódio contra Israel”.
Itamaraty sob comando de Serra
Desde que passou a ser chefiado por Serra, o Itamaraty tem emitido notas que indicam mudanças de postura em assuntos diplomáticos. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil rechaçou “enfaticamente” as declarações oficias dos governos de Cuba, Bolívia, Venezuela, El Salvador e Nicarágua e do secretário-geral da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), Ernesto Samper, que questionaram a legitimidade do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

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