EUA, Espanha e México são os principais consumidores de pornografia infantil, diz relatório

Os Estados Unidos, a Espanha e o México são os países que mais acessaram arquivos de pornografia infantil na internet em 2010, segundo o relatório apresentado nesta terça-feira (08/02) pela Fundação Alia2, grupo espanhol dedicada a analisar e denunciar o fenômeno na rede.

O estudo, que foi realizado entre janeiro e setembro do ano passado, detectou 421.368 arquivos com pornografia infantil. Destes, 21% (86.767 arquivos) foram baixados por norte-americanos, 11% (47.742 arquivos) por espanhóis e 7% (31.433 arquivos) por mexicanos.

Segundo a fundação, o objetivo é continuar o levantamento nos próximos meses e, posteriormente, fornecer os dados para as forças de segurança espanholas, com o objetivo de obter um mapa das redes de pornografia infantil.

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O relatório também atenta para problemas como a ausência de uma legislação adequada para crimes cometidos via internet, apesar do convênio firmado em outubro pela União Europeia, que inclui ciberdelinquência e cyberbullying como delitos que devem ser julgados pelo código penal. Mesmo assim, muitos dos internautas que cometem tais crimes não são identificados, pois se escondem através de falsas informações, dificultando a infiltração nas redes de pedofilia.

Segundo os autores do relatório, que apresentaram o documento nesta manhã em Madri, essas redes estimulam a pedofilia. De acordo com Juan Salom, comandante e chefe da Unidade de Delitos da Guarda Civil espanhola, o estimula à pedofilia é uma das principais preocupações. Ele afirma que a maioria dos internautas que acessam matérias de pornografia infantil posteriormente se envolvem com casos de pedofilia.

"Os sites de sexo estimulam o consumo da pornografia infantil, e isso é bastante perigoso pois instiga jovens a ultrapassar a fronteira entre o consumo e o abuso sexual" disse Salom, em Madri, durante a apresentação do relatório.

Apesar disso, ainda não há nenhum estudo oficial que mapeie o perfil dos pedófilos e dos consumidores de pornografia infantil e prove a ligação entre as duas coisas. Segundo o jornal ABC, a Universidade de Jaén, na Espanha e a Defensoria de Menores de Madri trabalham em duas análises distintas para definir características e identificar os internautas consumidores de pornografia infantil. Os estudos, porém, ainda não estão concluídos.

O desenvolvimento das novas tecnologias, bem como a possibilidade de redistribuir arquivos entre internautas, têm facilitado acesso a esse tipo de material. Mesmo assim, não foram desenvolvidas ferramentas capazes de acompanhar e identificar os delitos na rede.

A apresentação do relatório coincide com o Dia da Internet Segura, um evento que acontece todos os anos com o objetivo de promover em todo o mundo uma utilização segura e responsável das novas tecnologias, especialmente entre as crianças e jovens.

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