A Editora Boitempo lançou, no mês passado, o Portal Latinoamericana, uma versão digital da “Latinoamericana: Enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe”, originalmente publicada no segundo semestre de 2006 e vencedora do Prêmio Jabuti como livro do ano não-ficção em 2007.

latinoblogSão cerca de mil verbetes escritos por mais de cem autores, entre eles acadêmicos, intelectuais e escritores conceituados da América Latina, como o sociólogo peruano Aníbal Quijano, o escritor uruguaio Eduardo Galeano, a crítica de teatro cubana Vivian Martínez Tabares e o economista e político brasileiro Márcio Pochmann.

O portal, assim como o livro, pretende reunir e promover o compartilhamento de saberes sobre todos os territórios, países e povos da América Latina e do Caribe, oferecendo uma visão crítica sobre sua história. A versão eletrônica da enciclopédia atualiza e amplia seu conteúdo, incorporando as facilidades do meio digital e, consequentemente, multiplicando seu alcance.

Segundo Ivana Jinkings, diretora editorial da Boitempo e coordenadora do projeto do Portal, o ponto principal do projeto é a sua relação com a “luta de resistência ao neoliberalismo e de resgate do continente com todas as suas dimensões históricas e culturais, políticas, econômicas e sociais”.

A edição impressa foi coordenada junto ao cientista político Emir Sader, ao sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro Carlos Eduardo Martins e ao mestre pelo Programa de Pós-graduação em Integração da América Latina (Prolam) da Universidade de São Paulo (USP), Rodrigo Nobile.

Soberania

Na introdução da Latinoamericana, Emir Sader destaca o discurso do escritor colombiano Gabriel García Márquez, que, ao receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1982, reivindicou para a América Latina o direito de construir a sua própria história.

“Nos marcos do pensamento crítico, das interpretações plurais, mas centradas nas raízes históricas específicas do nosso continente, desenvolveram-se teorias e interpretações diversas, tendo em comum a visão do mundo e de nós mesmos arraigada no Sul, na periferia do sistema, onde fomos colocados pela colonização e pela hegemonia imperial. A partir desse lugar, a enciclopédia se constituiu e olha para si mesma e para o mundo”, afirmou Sader.

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(*) Publicada originalmente por Brasil de Fato