A Greve Geral de 1917 lançou as bases do sindicalismo contemporâneo.

CEDEMNo centésimo aniversário da Greve Geral de 1917, o Centro de Documentação e Memória, da Unesp, promove debate no qual discutirá a importância do movimento para a legitimação de uma classe que se firmava enquanto categoria profissional. Com o tema 100 anos da Greve Geral de 1917: Marco na história da classe operária, o evento acontecerá no dia 20 de junho, às 18h30, na sede do CEDEM.

greve_geral_100_anos_siteNa ocasião, haverá o lançamento do livro A greve de 1917: os trabalhadores entram em cena, de autoria de José Luiz Del Roio, editado pela Alameda Casa Editorial, quando também haverá sessão de autógrafos. Segundo o autor, o livro foi escrito tendo em vista o leitor ativista dos movimentos sociais. A diagramação também foi pensada para facilitar a leitura. As imagens que compõe a obra compõe o acervo do CEDEM.  

O professor Gilberto Maringoni, da Universidade Federal do ABC, escreve no prefácio da obra que a grande greve de 1917 marca a entrada do povo brasileiro na cena política do país. “Entra como multidão, fazendo barulho, sabendo o que quer e infundindo temor nos de cima. Paralisa um sem número de atividades fabris e de serviços e coloca a oligarquia paulista e suas instituições na defensiva”.

De fato, julho de 1917 representa um marco na história da classe operária brasileira. Em protesto contra os baixos salários, insuficientes para alimentar as famílias; contra as longas jornadas de trabalho impostas a homens, mulheres e crianças, que chegavam a lidar 14 horas diárias; ambientes insalubre e jornadas noturnas para mulheres e crianças, os operários têxteis iniciaram uma greve. A intervenção policial resultou na morte do sapateiro José Ineguez Martinez, de 21 anos.

O episódio fez recrudescer o movimento grevista. Na saída do enterro do sapateiro, a multidão dirigiu-se à Praça da Sé, em São Paulo, para um grande comício de protesto, onde exigiu-se a reabertura das ligas operárias, proibidas de funcionar no dia anterior; a libertação dos grevistas presos e a punição dos assassinos de Martinez. Uma simples greve converteu-se numa insurreição, pela qual os operários conseguiram alguns êxitos, mas principalmente fundaram as bases do movimento operário nacional. No âmbito externo, acontecia a 1º Guerra Mundial e a Revolução Russa.  

Para falar sobre o tema, o CEDEM convidou o historiador Augusto Buonicore. Ele é mestre em Ciência Política pela Unicamp e doutorando pela mesma instituição. É presidente do Conselho Curador da Fundação Maurício Grabois e autor dos livros: Marxismo, história e a revolução brasileira: encontros e desencontrosMeu Verbo é Lutar: a vida e o pensamento de João Amazonas e Linhas Vermelhas: marxismo e os dilemas da revolução, todos publicados pela Editora Anita Garibaldi. O jornalista e consultor sindical de entidades de trabalhadores, João Guilherme Vargas Netto, também compõe a mesa, que será mediada pela historiógrafa do CEDEM Solange Souza.

Sobre Del Roio – José Luiz Del Roio é ativista político e escritor. Foi senador na Itália e membro da Assembleia Parlamentar da Europa, em Estrasburgo. Militante político desde a juventude, foi dirigente do PCB em 1960.

Serviço

CEDEM30Debate CEDEM 
100 anos da Greve Geral de 1917: Marco na história da classe operária
Data e horário: 20/06/2017, 3ª feira, às 18h30;

Local: Praça da Sé, 108 – 1º andar (metro Sé);
Informações: (11) 3116–1701
Inscrições gratuitas:
http://www.cedem.unesp.br/#!/evento1

Transmissão ao vivo: www.tv.unesp.br/cedem

E-mail: eventos@cedem.unesp.br
www.cedem.unesp.br
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*Certificado de participação será retirado no dia do evento

Assessoria de Comunicação do CEDEM, da Unesp