Na Venezuela nem a CNN, nem o bando de Aznar, Felipe Gonzales nem Trump triunfarão.

Carlos Aznárez*

González, Aznar e o pai do golpista Leopoldo López.
González, Aznar e o pai do golpista Leopoldo López.

A direita mundial está disposta a não deixar respirar a Revolução Bolivariana da Venezuela. A segunda semana de fevereiro foi um exemplo claro de que a guerra da quarta geração lançada pelos estrategistas do Ocidente imperial, não poupam esforços em utilizar todos os métodos a seu alcance para desprestigiar, encurralar e tentar (sempre sem sucesso) derrubar o governo legítimo de Nicolás Maduro.

O caso dos repetidos e conhecidos instrumentos desestabilizadores utilizados pelos terroristas mediáticos da CNN, foram outra vez colocados em cena, da mesma maneira que a cadeia da Time Warner atuou em seu momento como barco capitânia na invasão ao Iraque e Afeganistão, ou um pouco mais atrás no tempo, criando o clima desestabilizador para derrubar o governo socialista de Salvador Allende no Chile.

CNN é como a Coca Cola, símbolo e marca da brutal invasão cultural estadunidense, e como tal utiliza seus argumentos intervencionistas no marco de tergiversar a informação para desgastar e desalentar a opinião pública.  Quando não pode manipular diretamente inventa situações, cria vítimas onde só há provocadores ou delinquentes, e termina convertendo em prócer a quem deveria estar atrás das grades o resto de seus dias. Foi assim que o canal atual nesses últimos dias ao lançar “o furo” envenenado sobre “a venda de passaportes venezuelanos” a supostos terroristas do Oriente Médio.

Do ponto de vista da perversa intenção da rede estadunidense, criou o clima para apresentar um coquetel mais que explosivo: um pressuposto ex funcionário venezuelano na embaixada de seu país no Iraque, Misael López, se ofereceu como testemunha sobre os fatos com que querem demolir o governo bolivariano. Assim como nos seriados gringos apareciam terroristas do ISIS compreendo passaportes e vistos por 15 mil dólares, enquanto um “jornalista” da rede perguntava com voz cadavérica: “surpreenderia se um dia desses em qualquer parte do mundo perpetrem um atentado e o autor é portador de passaporte venezuelano?” Clara que para condimentar mais a salada também tinham que incluir nessa tramóia o vice presidente venezuelano, Tarek El Aissami, que naquela mesma semana tinha sido colocado nas listas dos envolvidos com o narcotráfico.

O que a CNN não informou foi o que a chanceler bolivariana Delcy Rodríguez, esclareceu que o tal Misael López é um farsante que tentou tirar dinheiro ilegalmente do Iraque usurpando a identidade de funcionário venezuelano, que além disso pediu a nacionalidade espanhola e foi denunciado de acosso sexual por uma funcionária da embaixada. Ou seja, se trata de um cupincha  de Leopoldo López, posto que aparece no Facebook em fotos com a esposa do golpista, Liliana Tintori e com a advogada do preso, Ana Argotti. Não faltasse nada para ser tipificado de golpista, ele agora se refugia em Miami. Mas essas informações não interessam para a rede sediada em Atlanta.

Em outro cenário, este agora na Europa, o genocida José María Aznar, criador dos esquadrões da morte para assassinar a militantes bascos (o famoso GAL), e Felipe González, se somaram à campanha exigindo que a OEA suspenda Venezuela por “manter presos políticos”. Esses dois caras-de-pau que deveriam ser julgados no Tribunal de La Haya por assassinato se juntaram para fazer essa exigência ao líder do partido “Ciudadanos” Albert Rivera, um conhecido direitista; a Juan Luis Cebrián, presidente do Grupo Prisa (editor de El País); Alberto Ruiz-Gallardón ex prefeito direitista de Madrid; o ex chefe da OTAN Javier Solana (conhecido como carniceiro de Bagdá); e Leopoldo López pai, cujo filho está preso em Caracas. O problema desses “democratas” é que buscam protagonismo posto que em seus países são considerados símbolos de corrupção, tortura e morte.

Em que pese todos esses ataque, é indiscutível que quem manda na Venezuela ainda é o povo e não os amigos de Obama e Trump, duas caras da mesma moeda da agressão imperialista. Por um lado, a CNN já não está no ar, por decisão governamental. Os que realmente defendemos a liberdade de expressão celebramos para que não continue sujando a profissão de jornalista com práticas de terrorismo mediático. Assim é que se deve atuar quando um plano subversivo dessa envergadura se abate dias após dias contra o país.

Por mais que os donos dos meios hegemônicos nucleados na SIP vociferem ou que os bocões da Casa Branca ameacem com mais sanções para que libertem a Leopoldo López, Venezuela é de respeito, como sentenciava Hugo Chávez. Nesse caminho de atuação contundente, a pátria de Bolívar e Zamora continuará recebendo a solidariedade dos que no continente não se deixam intoxicar pelas mentiras nem retrocedem diante das ameaças. Contra essa fraternidade indestrutível não poderão nem a CNN, nem Aznar e González, e muito menos Trump.

*Jornalista editor de Resumen Latinoamericano.