Sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
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O jornalista e fundador de Opera Mundi, Breno Altman, afirmou nesta sexta-feira (30/01) que os Estados Unidos, sob o governo de Donald Trump, veem Cuba como o local “onde jogam a recuperação de sua humilhação histórica”.

Ao analisar a geopolítica do governo republicano e a intensificação do bloqueio contra a ilha socialista com a mais recente ordem executiva que estabele aumento tarifário para países que exportarem petróleo à Havana, Altman afirmou que Cuba tem um “valor simbólico” para Washington.

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“Os Estados Unios têm sido derrotados pela pequena Cuba desde o início do bloqueio, em 1962. Como uma pequena ilha tão próxima, a 140 km dos Estados Unidos, conseguiu derrotar, um por um, 14 presidentes dos Estados Unidos?”, questionou durante o programa 20 MINUTOS ANÁLISE, apresentado no canal do YouTube de Opera Mundi nesta sexta-feira. Para Altman, Trump “quer ser o presidente que possa bater no peito e dizer que eu acabei com a Revolução Cubana”.

Apesar do desejo norte-americano de “derrubar Cuba não só pelo aspecto geopolítico, mas também simbólico”, o jornalista afirma que “o povo cubano é muito mobilizado”, de modo que “não é simples” derrubar o governo em Cuba.

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Durante sua análise no programa 20 MINUTOS, Altman também falou sobre as ameaças norte-americanas contra o Irã. Segundo o jornalista, as estratégias militares do governo Trump “têm evitado a qualquer custo o que chamam nos EUA de ‘boots on the ground’ (botas no terreno, em tradução para o português)”.

“Isso é a ideia de colocar soldados no local de conflito, como fizeram os democratas no Afeganistão, os republicanos no Iraque ou até em guerras anteriores, como Vietnã e Coreia. Mas isso nunca deu certo e não é a estratégia de Donald Trump”, explica.

De acordo com Altman, o governo Trump desenvolveu, a partir da superioridade marítima, aérea e cibernética norte-americana, um outro modelo militar: a guerra de destruição. “Não é mais a guerra de ocupação. São ataques chamados de ataques de precisão, que desorganizam a capacidade defensiva de um país, criando crise política e convulsão social, possibilitando a reorganização das relações de forças”.

Ao relembrar a chamada Guerra dos 12 Dias, provocada por ataques de Israel e dos EUA contra instalação nucleares iranianas, em junho passado, Altman diz acreditar que o novo ataque da Casa branca pode seguir a mesma lógica, mas com maiores proporções. “Segundo a imprensa mundial, especialistas e  agências de inteligência, esses ataques norte-americanos poderiam visar altos dirigentes militares e civis do Irã, inclusive o próprio Ali Khamenei [líder supremo do Irã]”, afirma.

“Acredito ser praticamente inevitável um ataque norte-americano. Os EUA estão concentrando forças militares para isso. Basta compararmos com o que Trump fez na Venezuela, é a mesma lógica. Ele está agrupando um dispositivo militar próprio para um ataque de ampla escala aérea. A chegada do porta-aviões Abraham Lincoln tem o mesmo papel que o envio do porta-aviões de Gerald Ford”, analisou.

Por outro lado, o jornalista lembrou que o Irã garantiu reação contra uma eventual ofensiva norte-americana e que a interpretará como uma declaração de guerra. Diante disso, Teerã pode atacar bases norte-americanas no Oriente Médio ou mesmo Israel.

Para além das estratégias de Trump para Cuba e Irã, Breno Altman falou sobre Groenlândia, Europa, Rússia, China, Venezuela e América Latina como um todo durante sua análise no 20 MINUTOS. Veja o programa completo: