Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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No programa 20 MINUTOS desta segunda-feira (06/04), o jornalista Breno Altman, fundador de Opera Mundi, entrevistou o jornalista e escritor Fernando Morais, autor de diversas biografias de grande sucesso e que está lançando recentemente a obra Lula, volume dois (Companhia das Letras), segunda parte da história do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A conversa girou em torno das histórias contidas no novo livro, mas também abordou o presente e o futuro político do atual mandatário.

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Em uma das passagens da entrevista, Morais disse divergir da ideia de que existe um “Lula do Velho Testamento” – da época da eleição de 1989 – e um “Lula do Novo Testamento” – mais moderado, a partir de 2002. Ele lembra que essa mudança foi marcada, anos atrás, pelo slogan “Lulinha Paz e Amor”, criado pelo publicitário Duda Mendonça.

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“O Lulinha Paz e Amor já existia antes desse slogan ser criado, e antes da aliança com o PL, em 2002, que emplacou o José Alencar como vice”, recorda o escritor, que também destaca que o líder petista “sempre foi um grande negociador, e grande conciliador”.

Morais também afirmou que Lula tem “uma grande dificuldade de lidar com as derrotas”, e conta que, após sua primeira derrota eleitoral, na eleição para governador de São Paulo em 1982 – quarto lugar, atrás de Jânio Quadros, Reynaldo de Barros e do eleito Franco Montoro –, “ele decidiu abandonar a vida pública” e que o então líder cubano Fidel Castro o convenceu a reverter essa posição.

O escritor também disse que acredita na vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2026, na qual o atual presidente tentará seu quarto mandato.

Segundo Morais, “Lula vai escolher a porta pela qual vai entrar para a história neste quarto mandato, se ele for eleito este ano, e eu acho que ele será eleito”.

‘Mais anti imperialista’

Em outro momento da entrevista, Morais foi questionado por Breno Altman sobre uma declaração que fez tempos atrás, quando disse que Lula saiu “mais anti imperialista” da cadeia, frase que o escritor reiterou: “as leituras que Lula fez na prisão o tornaram mais anti imperialista”.

Segundo o biógrafo “a Caravana da Cidadania, em 1994, foi um ‘doutorado em Brasil’ para o Lula, e o período na prisão foi um pós-doutorado em política externa”.

No entanto, ele criticou algumas decisões do atual governo justamente no âmbito da política exterior.

“O Brasil se comportou com a Venezuela, ao colocar em dúvida as eleições, e com relação aos BRICS, ao defender a não entrada da Venezuela no bloco. No mínimo, um comportamento ingrato com a Venezuela por parte do Brasil”, declarou Morais, lembrando do apoio dado pelo presidente venezuelano Nicolás Maduro a Lula, quando este foi preso em Curitiba.