Ataque hacker revela identidade de 70 mil agentes de inteligência marroquinos, diz jornal
Segundo veículo espanhol El Confidencial, grupo Jabaroot prometeu publicar lista com nomes específicos dos que 'orquestraram' plano da crise migratória em Ceuta
O grupo de hackers Jabaroot revelou na segunda-feira (24/08), em seu canal no Telegram, a identidade de 70.381 agentes que supostamente trabalham para os serviços de segurança e inteligência marroquinos, incluindo a Direção-Geral de Segurança Nacional (DGSN) e a Direção-Geral de Supervisão Territorial (DGST), as duas agências de espionagem do reino alauíta.
Segundo o grupo, embora fontes no Marrocos apontem para a Argélia, a publicação expõe “70.000 agentes de inteligência e segurança marroquinos que viajaram pela Europa realizando as missões de inteligência mais sujas, como espionagem, instalação de dispositivos de escuta e suborno de políticos e empresários”.
Ex-agentes da inteligência marroquina confirmaram ao El Confidencial que alguns nomes vazados, como o diretor de recursos humanos da DGST, o vice-diretor de contraespionagem e o chefe da Unidade de Investigação, são autênticos, embora a lista possa ter sido obtida há algum tempo.
Uma segunda lista, com 1.400 indivíduos, inclui patentes e números de contas bancárias, e os documentos apareceram acompanhados de uma mensagem que atribui a divulgação ao Jabaroot.
🚨Cyber Alert ‼️
🇲🇦Morocco – Jabaroot Claims Breach of Moroccan Intelligence Services, Exposing Data of 70,000 Personnel
The hacktivist group JBT2026 (Jabaroot) claims to have breached Morocco’s General Directorate for Territorial Surveillance (DGST) and General Directorate of… pic.twitter.com/LApzWLphtn
— Hackmanac (@H4ckmanac) August 25, 2026
Há alguns dias, o grupo ameaçou publicar os documentos, apontando o alto funcionário Abdellatif Hammouchi como responsável pela operação contra migrantes, e afirmou que “as autoridades espanholas vão desmascarar a farsa dos seus agentes incompetentes”. Em seguida, o grupo foi banido do Telegram, presumivelmente a pedido de Rabat.
Os hackers atribuem a responsabilidade a Fouad Ali el Himma, principal conselheiro real, e a outro conselheiro cujo nome apenas insinuam, afirmando que eles “planejaram o ataque para colocar a Espanha em uma situação difícil” e que “tudo aconteceu com o conhecimento de um grande país e de outro estado fictício” — aludindo a EUA e Israel.
A equipe do Jabaroot afirmou que o rei Mohamed VI “não sabia de nada” sobre Ceuta e que Hammouchi, que realizou a operação, “está com medo” e “manobrando, jogando suas últimas cartas” porque “sabe que será o bode expiatório”.
Desde abril do ano passado, o Jabaroot vazou listas que vão de 3.400 funcionários dos palácios reais até dois milhões de pessoas da Previdência Social, além de documentos sobre propriedades de Nasser Bourita, Yassin Mansouri e Mohamed Raji.
Por conta disso, o rei exonerou em setembro o general Mostafa Rabil, que era o responsável pela Direção-Geral de Segurança de Sistemas de Informação, e o substituiu por outro general, Abdellah Boutrig, que até então era o vice-inspetor-chefe de comunicações das Forças Armadas Reais.






















