Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O grupo de hackers Jabaroot revelou na segunda-feira (24/08), em seu canal no Telegram, a identidade de 70.381 agentes que supostamente trabalham para os serviços de segurança e inteligência marroquinos, incluindo a Direção-Geral de Segurança Nacional (DGSN) e a Direção-Geral de Supervisão Territorial (DGST), as duas agências de espionagem do reino alauíta.

Segundo o grupo, embora fontes no Marrocos apontem para a Argélia, a publicação expõe “70.000 agentes de inteligência e segurança marroquinos que viajaram pela Europa realizando as missões de inteligência mais sujas, como espionagem, instalação de dispositivos de escuta e suborno de políticos e empresários”.

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Ex-agentes da inteligência marroquina confirmaram ao El Confidencial que alguns nomes vazados, como o diretor de recursos humanos da DGST, o vice-diretor de contraespionagem e o chefe da Unidade de Investigação, são autênticos, embora a lista possa ter sido obtida há algum tempo.

Uma segunda lista, com 1.400 indivíduos, inclui patentes e números de contas bancárias, e os documentos apareceram acompanhados de uma mensagem que atribui a divulgação ao Jabaroot.

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Há alguns dias, o grupo ameaçou publicar os documentos, apontando o alto funcionário Abdellatif Hammouchi como responsável pela operação contra migrantes, e afirmou que “as autoridades espanholas vão desmascarar a farsa dos seus agentes incompetentes”. Em seguida, o grupo foi banido do Telegram, presumivelmente a pedido de Rabat.

Os hackers atribuem a responsabilidade a Fouad Ali el Himma, principal conselheiro real, e a outro conselheiro cujo nome apenas insinuam, afirmando que eles “planejaram o ataque para colocar a Espanha em uma situação difícil” e que “tudo aconteceu com o conhecimento de um grande país e de outro estado fictício” — aludindo a EUA e Israel.

A equipe do Jabaroot afirmou que o rei Mohamed VI “não sabia de nada” sobre Ceuta e que Hammouchi, que realizou a operação, “está com medo” e “manobrando, jogando suas últimas cartas” porque “sabe que será o bode expiatório”.

Desde abril do ano passado, o Jabaroot vazou listas que vão de 3.400 funcionários dos palácios reais até dois milhões de pessoas da Previdência Social, além de documentos sobre propriedades de Nasser Bourita, Yassin Mansouri e Mohamed Raji.

Por conta disso, o rei exonerou em setembro o general Mostafa Rabil, que era o responsável pela Direção-Geral de Segurança de Sistemas de Informação, e o substituiu por outro general, Abdellah Boutrig, que até então era o vice-inspetor-chefe de comunicações das Forças Armadas Reais.