Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O governo de Burkina Faso condenou a existência de apoio externo à tentativa de golpe de Estado fracassada de sábado (03/01) contra o governo do presidente Ibrahim Traoré. As autoridades burquinenses relataram que o plano de golpe incluía o assassinato de altos funcionários.

As forças de segurança detalharam que o principal suspeito, cuja identidade está sendo investigada, foi preso como suposto mentor do atentado. Nesse contexto, destacaram seus laços estreitos com o ex-chefe da junta militar, Paul-Henri Sandaogo Damiba, residente no Togo desde sua queda do poder, e que se acredita ter coordenado a operação com contatos dentro do país.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Segundo a imprensa local, as investigações revelaram informações consideradas “altamente incriminatórias”, expondo a cumplicidade de outros atores, que foram presos pelas autoridades de Burkina Faso.

O plano frustrado supostamente incluía o assassinato do comandante da base de drones, com o objetivo de enfraquecer a segurança nacional. Essa ação visava abrir caminho para a infiltração de mercenários e grupos armados baseados fora do país, com o objetivo de atacar instalações estatais estratégicas.

Mais lidas
Presidente interino de Burkina Faso, Ibrahim Traoré @CapitaineIb226/Instagram

Presidente interino de Burkina Faso, Ibrahim Traoré
@CapitaineIb226/Instagram

Em meio a essa situação, um forte apoio popular foi sentido nas ruas da capital, Ouagadougou. Vídeos nas redes sociais mostraram milhares de cidadãos burquinenses se mobilizando nas primeiras horas de sábado em direção ao Palácio do Governo para defender o líder revolucionário Ibrahim Traoré.

As autoridades apelaram à calma e à confiança pública nas instituições, garantindo a estabilidade nacional. A tentativa de golpe ocorre em meio a ameaças de grupos armados que buscam desestabilizar o país.

Outro componente importante é a persistente influência neocolonial da França na África Ocidental, por meio de governos aliados, empresas extrativistas e o uso do franco CFA – moeda implementada por Paris para suas antigas colônias.

Nesse contexto, a região do Sahel iniciou um processo de independência das estruturas coloniais francesas e de integração sob a liderança de Burkina Faso, Níger e Mali, nações que compõem a Aliança dos Estados do Sahel (AES).