Burkina Faso denuncia apoio de ex-chefe militar na tentativa de golpe contra Ibrahim Traoré
Principal suspeito tinha ligações com Paul-Henri Sandaogo Damiba; plano visava infiltração de mercenários e grupos terroristas armados baseados fora do país
O governo de Burkina Faso condenou a existência de apoio externo à tentativa de golpe de Estado fracassada de sábado (03/01) contra o governo do presidente Ibrahim Traoré. As autoridades burquinenses relataram que o plano de golpe incluía o assassinato de altos funcionários.
As forças de segurança detalharam que o principal suspeito, cuja identidade está sendo investigada, foi preso como suposto mentor do atentado. Nesse contexto, destacaram seus laços estreitos com o ex-chefe da junta militar, Paul-Henri Sandaogo Damiba, residente no Togo desde sua queda do poder, e que se acredita ter coordenado a operação com contatos dentro do país.
Segundo a imprensa local, as investigações revelaram informações consideradas “altamente incriminatórias”, expondo a cumplicidade de outros atores, que foram presos pelas autoridades de Burkina Faso.
O plano frustrado supostamente incluía o assassinato do comandante da base de drones, com o objetivo de enfraquecer a segurança nacional. Essa ação visava abrir caminho para a infiltração de mercenários e grupos armados baseados fora do país, com o objetivo de atacar instalações estatais estratégicas.

Presidente interino de Burkina Faso, Ibrahim Traoré
@CapitaineIb226/Instagram
Em meio a essa situação, um forte apoio popular foi sentido nas ruas da capital, Ouagadougou. Vídeos nas redes sociais mostraram milhares de cidadãos burquinenses se mobilizando nas primeiras horas de sábado em direção ao Palácio do Governo para defender o líder revolucionário Ibrahim Traoré.
As autoridades apelaram à calma e à confiança pública nas instituições, garantindo a estabilidade nacional. A tentativa de golpe ocorre em meio a ameaças de grupos armados que buscam desestabilizar o país.
Outro componente importante é a persistente influência neocolonial da França na África Ocidental, por meio de governos aliados, empresas extrativistas e o uso do franco CFA – moeda implementada por Paris para suas antigas colônias.
Nesse contexto, a região do Sahel iniciou um processo de independência das estruturas coloniais francesas e de integração sob a liderança de Burkina Faso, Níger e Mali, nações que compõem a Aliança dos Estados do Sahel (AES).























