Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O Ministro da Segurança de Burkina Faso, Mahamadou Sana, detalhou nesta quarta-feira (07/01) a tentativa de golpe de Estado fracassada ocorrida no sábado (03/01) contra o governo do presidente Ibrahim Traoré, incluindo o assassinato de altos funcionários.

Em um pronunciamento televisionado, Sana confirmou que o plano frustrado incluia assassinatos seletivos de autoridades civis e militares, sendo como principal alvo Traoré, que seria atacado utilizando dois métodos: tiros à queima-roupa ou explosão de sua residência.

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Segundo Sana, os envolvidos no golpe planejavam conquistar uma base militar e destruir drones e outros armamentos, para impedir que o governo reagisse, já que os drones poderiam ser usados para vigilância, ataques ou controle da situação.

Os golpistas contavam com redes de apoio: uma militar encarregada de atrair soldados ou agentes armados e uma rede civil que se concentrava em recrutar civis para acompanhar os golpistas durante a execução do plano.

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Além disso, autoridades identificaram o ex-tenente-coronel, Paul-Henri Sandaogo Damiba como o líder do plano, iniciando e direcionando a operação. Neste contexto, uma parte significativa do dinheiro para financiar o conflito veio do exterior, da Costa do Marfim, proveniente de uma transação recente de 70 milhões francos marfinenses (aproximadamente R$ 673 mil).

Em relação às investigações, Sana enfatizou que estão buscando identificar as ramificações da rede golpista e que todos os envolvidos serão responsabilizados perante a lei.

Ademais, o ministro elogiou a mobilização popular patriótica nas ruas da capital, em Ouagadougou, para proteger Traoré e conter a revolta.

Sana também agradeceu às forças de defesa e à segurança pela veloz atuação. Porém, pediu a população que mantivesse a calma, aumentasse a vigilância e exercesse discernimento, evitando manipulações que levem a ações contra a ordem estabelecida.

(*) Com Telesur