Quarta-feira, 13 de maio de 2026
APOIE
Menu

A falta de recursos alimentares no Sudão tem deixado milhões de pessoas com apenas uma refeição por dia. A situação agrava a crise alimentar no país e amplia os impactos do conflito, segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (13/04) por organizações humanitárias, entre elas a Ação Contra a Fome, CARE Internacional, Comitê Internacional de Resgate e Mercy Corps e Conselho Norueguês para Refugiados.

De acordo com o canal de notícias Al Jazeera, o conflito entre o exército sudanês e as Forças de Suporte Rápido (RSF, por sua sigla em inglês) chega ao seu terceiro ano nesta quarta-feira (15/04). “A guerra causou fome generalizada e deslocou milhões de pessoas em meio a uma das maiores crises humanitárias do mundo”, afirma a reportagem.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

A guerra, iniciada em abril de 2023 entre o exército sudanês e o grupo paramilitar RSF desencadeou uma onda de violência que aprofundou uma das piores crises humanitárias atuais.

Segundo o relatório, milhões de famílias têm acesso a apenas uma refeição diária nos dois estados mais afetados pelo conflito, Darfur do Norte e Kordofan do Sul. “Frequentemente, muitas pessoas ficam dias inteiros sem comer”, aponta o documento, que também relata o consumo de folhas e ração animal como alternativa para sobrevivência.

Mais lidas

As organizações alertam ainda que as cozinhas comunitárias, criadas para fornecer refeições coletivas, enfrentam dificuldades para funcionar devido à escassez de alimentos.

A crise é agravada pela deterioração econômica e pelos efeitos das mudanças climáticas, segundo o levantamento.

Com base em entrevistas com agricultores, comerciantes e agentes humanitários, o relatório aponta que a guerra tem interrompido atividades agrícolas e contribuído para o avanço da fome, além de indicar o uso da fome como arma de guerra.

O documento destaca ainda que mulheres e meninas são afetadas de forma desproporcional, com alto risco de violência sexual, incluindo casos de estupro e assédio durante deslocamentos para áreas rurais, mercados ou pontos de coleta de água.

Famílias chefiadas por mulheres têm três vezes mais chances de enfrentar falta de insumos em comparação às chefiadas por homens, segundo o relatório.