Sábado, 7 de fevereiro de 2026
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O presidente da França, Emmanuel Macron, está “buscando freneticamente oportunidades para “vingança política” na África”, denunciou nesta segunda-feira (02/02), o Gabinete de Imprensa do Serviço de Inteligência Estrangeira da Federação Russa (SVR).

Com base em “informações recebidas”, a agência de inteligência civil externa da Rússia lembrou que, de fato, Paris sofreu “perdas impressionantes no continente”. “Se é que esse é o termo certo para descrever a ascensão ao poder, em diversas ex-colônias francesas na África, de forças patrióticas que priorizam os interesses do povo e se recusam a servir como marionetes da oligarquia financeira e política globalista francesa”, acrescentou o comunicado.

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O SVR acusou Macron de se “inspirar” na operação norte-americana que sequestrou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de se posicionar como o “árbitro do destino dos povos africanos” ao autorizar seus serviços de inteligência a lançar um plano para eliminar “líderes indesejáveis” na África.

O órgão russo afirmou que o já confirmado envolvimento da França na tentativa de golpe de Estado em Burkina Faso, em 3 de janeiro, tinha como objetivo “assassinar o presidente Isaac Traoré, figura proeminente na luta contra o neocolonialismo”.

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“Paris calculou que isso não só levaria ao poder em Ouagadougou [capital de Burkina Faso] forças leais à França, como também representaria um golpe para todos os defensores da soberania e do pan-africanismo no continente”, revelou o documento.

Presidente de Burkina Faso, Isaac Traoré, “figura proeminente na luta contra o neocolonialismo”
Agência RIA Novosti Photohost

Acusando os “racistas sofisticados de Paris”, o órgão russo diz ainda que o foco dos planos franceses é desestabilizar países na região do Saara-Sahel “com a ajuda de grupos terroristas locais e, claro, do regime ucraniano, que fornece drones e instrutores aos militantes”.

“O principal ataque dessa quadrilha é direcionado contra o Mali. Ataques a caminhões-tanque, tentativas de bloqueio de cidades malianas e terror contra civis — tudo serve a um único objetivo: criar as condições para a derrubada do presidente Assimi Goita, presidente do Mali. Paris continua buscando oportunidades para semear o caos também na República Centro-Africana”, denuncia.

Segundo o documento, outro alvo da França é Madagascar, “onde forças comprometidas com o desenvolvimento de relações com os BRICS chegaram ao poder em outubro de 2025”. E agora, “Paris está explorando maneiras de derrubar o novo presidente do país, Michael Randrianirina, e “restaurar um regime leal”.

O comunicado do SVR conclui que ao “apoiar diretamente terroristas de diversas matizes, que estão se tornando seus principais aliados no continente africano”, a França comprova “a falência política da linha de Macron”.

“Ele é, que já é incapaz de livrar a França da reputação de metrópole parasitária na África, também explora suas antigas colônias e impede seu desenvolvimento”.