Níger proíbe entrada de cidadãos dos EUA por tempo indeterminado
Medida, que entra em vigor em 2026, é baseada no 'princípio da reciprocidade' e integra esforço do governo de Niamey para afirmar soberania nacional
O Níger impôs uma proibição à emissão de vistos para cidadãos dos EUA, impedindo-os indefinidamente de entrar em seu território, informou a agência de notícias do país da África Ocidental, ANP, na quinta-feira (25), citando uma fonte diplomática.
A medida baseia-se no princípio da reciprocidade, uma vez que Washington incluiu recentemente o Níger numa lista de países cujos cidadãos terão os vistos de entrada negados, no âmbito das restrições de viagens ampliadas dos EUA, afirmou a fonte. Faz também parte de um esforço mais amplo para afirmar a soberania nacional e demonstra uma mudança na política diplomática de Niamey, declarou a ANP.
A proibição surge em meio a mudanças nos alinhamentos geopolíticos no Sahel. Washington tomou medidas para isolar diplomaticamente o Níger e seus aliados, Burkina Faso e Mali, após golpes de Estado nesses países, incluindo a suspensão da ajuda ao desenvolvimento.
A suspensão abrange as categorias de vistos de imigrante e não imigrante e entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026.
Trump proíbe entrada de estrangeiros
O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto em 16 de dezembro impondo uma proibição total de entrada a cidadãos de vários países, sendo o Níger e outros quatro estados africanos – Burkina Faso, Mali, Sudão do Sul e Serra Leoa – afetados pela decisão.
Trump citou as atividades de organizações terroristas, incluindo ataques e sequestros no país do Sahel, bem como a alegada permanência ilegal de cidadãos nigerinos nos EUA após o vencimento do visto, como justificativas para a decisão.
Além desses países, Afeganistão, Burundi, Chade, Congo, Cuba, Eritreia, Guiné Equatorial, Haiti, Irã, Iêmen, Laos, Líbia, Mianmar, Somália, Sudão, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela também foram proibidos.























