Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
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O número de casos suspeitos de Ebola no leste da República Democrática do Congo (RDC) ultrapassou 900, informou neste domingo (25/05) o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Desses, 101 foram confirmados.

No sábado, o Ministério da Saúde congolês havia reportado 204 mortes entre 867 casos suspeitos. Já na sexta-feira, a OMS elevou o risco de disseminação nacional do vírus no país para o nível “muito alto”. Para a região, o risco é considerado “alto” e, globalmente, “baixo”.

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O epicentro do surto é a província de Ituri, onde a situação humanitária agrava o combate à doença. Segundo Tedros, uma em cada quatro pessoas na região depende de ajuda humanitária, enquanto uma em cada cinco está deslocada internamente.

“A violência está obrigando as pessoas a fugir, incluindo profissionais de saúde e trabalhadores humanitários, o que dificulta seriamente o rastreamento de contatos e a detecção precoce de novos casos”, afirmou o dirigente da OMS.

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A desconfiança da população e a circulação de desinformação também atrapalham as operações. Na última semana, manifestantes incendiaram tendas de tratamento após um conflito envolvendo o enterro seguro de uma pessoa que pode ter morrido de Ebola.

Microscopia eletrônica do vírus Ebola na superfície de uma célula
NIAID/ Wikipedia Commons

Propagação preocupa e já atinge Uganda

O vírus já ultrapassou as fronteiras da RDC. Na vizinha Uganda, o número de casos confirmados subiu para cinco no fim de semana. Um cidadão norte-americano infectado no Congo está sendo tratado no hospital Charité, em Berlim, mas não necessita de cuidados intensivos, segundo a instituição.

O atual surto foi oficialmente declarado em 15 de maio, em Ituri. Um dia depois, a OMS declarou “emergência de saúde pública de importância internacional”. De acordo com a OMS, há indícios de que o vírus circulava sem ser detectado há meses.

A contenção enfrenta desafios adicionais porque a atual epidemia é causada pela rara variante Bundibugyo, para a qual não há vacina nem tratamento específico. A taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%.

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