Sexta-feira, 14 de agosto de 2026
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Profissionais de saúde da província de Ituri, na região nordeste da República Democrática do Congo, anunciaram nesta terça-feira (14/07) o início de uma greve, por tempo indeterminado, para reivindicar o pagamento de salários e horas extras atrasados, além de melhores condições de trabalho.

A principal mobilização ocorreu na entrada do Hospital Geral de Bunia, na capital da província. Outros centros de saúde da região também foram cenário de atos organizados pelos trabalhadores.

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Segundo a imprensa local, as entidades que convocaram os protestos em Ituri asseguram que o atendimento aos pacientes não foi prejudicado.

Ademais, o sindicato dos coveiros da província de Ituri também teria aderido à paralisação – esse sim, teria interrompido a agenda de sepultamentos em virtude da falta de recursos para pagamento dos trabalhadores.

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A greve ocorre em meio ao que talvez seja o mais grave surto de ebola já registrado na história do país, provocado pela variante bundibugyo, que já causou mais de dois mil casos de hospitalização no país desde meados de abril, dos quais 754 resultaram em morte, segundo as estatísticas oficiais.

Trabalhadores em frente a centro médico da cidade de Bunia
TRT Afrika

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras afirma que o surto atual é o terceiro maior já registrado por uma variante do ebola no continente africano, e o que apresenta maior velocidade de propagação.

Em informe difundido nesta mesma terça-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que o número oficial de mortes pode ser entre duas e quatro vezes maior do que os números oficialmente reconhecidos pelas autoridades da República Democrática do Congo e de Uganda – país vizinho que também registra casos recentes de ebola provocados pela variante bundibugyo.