Sexta-feira, 10 de julho de 2026
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O número de casos confirmados de ebola na República Democrática do Congo aumentou para 1.708, incluindo 580 mortes, conforme dados divulgados nesta quarta-feira (07/07) pelo governo congolês.

A atualização indica um aumento no número de vítimas em relação aos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Na segunda-feira (06/07), a entidade informou o registro de 506 mortes e 1.561 casos confirmados desde o início do surto no país, em maio deste ano, na província de Ituri, localizada na fronteira entre Uganda e Sudão do Sul.

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A epidemia também chegou a Uganda, onde foram identificados 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da República Democrática do Congo, e duas mortes.

Segundo a OMS, o surto é causado pela cepa de Bundibugyo do vírus ebola, uma variante que apresenta taxa de mortalidade estimada entre 30% e 50%. Até o momento, não há vacina ou tratamento específico autorizado para essa cepa.

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Em comunicado, a representante da entidade na República Democrática do Congo, Anne Ancia, afirmou que “o surto continua se expandindo e sua verdadeira magnitude ainda não foi completamente determinada”. Segundo ela, “mais de 10 mil contatos estão sendo monitorados, com uma taxa geral de acompanhamento de 82%.”

RD do Congo confirma 1.708 casos de ebola e 580 mortes; ‘magnitude ainda é desconhecida’, diz OMS
Gani Nurhakim/ Unplash

Estudos clínicos

Como parte dos esforços para encontrar alternativas terapêuticas, um estudo clínico sobre duas terapias consideradas promissoras teve início em 2 de julho. O objetivo é avaliar a eficácia de possíveis tratamentos contra a variante do vírus.

Na última quinta-feira (01/07), o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo abriu o processo de inscrição para pacientes interessados em participar do estudo.

O atual surto de ebola já é considerado um dos maiores registrados, atrás apenas da epidemia ocorrida na África Ocidental, entre 2014 e 2016, que provocou cerca de 11 mil mortes e aproximadamente 28 mil casos.

O vírus ebola é transmitido principalmente pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. A doença pode provocar febre hemorrágica grave, vômitos, diarreia e hemorragias internas, exigindo diagnóstico rápido e medidas de controle para evitar a disseminação.