Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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O governo da República Democrática do Congo (RDC) elevou o número de casos confirmados de ebola para 5.105 e o número de mortes para 2.420. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde Pública na quarta-feira (19/08), a epidemia que atingiu o leste do país africano foi consolidada como a segunda pior da história do mundo, com uma taxa de letalidade de 47,4%.

O relatório oficial detalhou que 782 pacientes permanecem em isolamento ou hospitalizados, enquanto 1.091 pessoas se recuperaram e a taxa de rastreamento de contatos atinge 84,1%.

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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que a situação tem potencial para atingir os números do surto na África Ocidental entre 2014 e 2016, que deixou pelo menos 11 mil mortos e 28 mil infecções. Ainda segundo ele, o surto está avançando mais rapidamente do que qualquer epidemia anterior da doença e corre o risco de se espalhar para outros países.

A OMS confirmou na terça-feira (18/08) a manutenção da emergência internacional de saúde pública após avaliar três meses de resposta.

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Segundo a organização internacional, o vírus começou a circular no leste do Congo em fevereiro, embora pesquisas publicadas na revista Science no final de julho tenham colocado as primeiras infecções em janeiro. 

O vírus alcança atualmente seis províncias, que são Ituri (epicentro da emergência), Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé, Tshopo e Bas-Uélé, onde as autoridades confirmaram a primeira fatalidade na semana passada. Após começar em Ituri, o vírus se espalhou para a vizinha Uganda, um país que se declarou livre do ebola em 28 de julho, após contabilizar duas mortes.

(*) Com Telesur