Sexta-feira, 7 de agosto de 2026
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O atual surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) se espalhou de maneira mais acelerada desde que começou a ser monitorado. A velocidade de disseminação do vírus supera todas as outras 16 epidemias anteriores, segundo dados das autoridades sanitárias congolesas divulgados pelo jornal britânico The Guardian

Desde 15 de maio deste ano, quando o surto foi oficialmente declarado, já foram contabilizados 3.360 casos e 1.487 mortes, espalhando-se por cinco províncias do leste do país.

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De acordo com as autoridades de saúde da RDC, a cepa Bundibugyo avança em ritmo superior ao dos surtos anteriores e já se aproxima do maior registrado no país, entre 2018 e 2020, quando 3.470 pessoas foram infectadas. A taxa de letalidade da atual epidemia é estimada em cerca de 45%.

Profissionais de saúde ouvidos pelo jornal britânico atribuem a dificuldade de conter a doença à combinação de insegurança, atividade de mineração e alta densidade populacional na província de Ituri, uma das mais afetadas. Moradores da região relatam viver sob medo constante diante do avanço da doença e da interrupção da rotina e de atividades econômicas.

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As autoridades congolesas afirmam ter ampliado a vigilância epidemiológica, instalado mais de 20 centros de tratamento e reforçado a capacidade de testagem. Ainda assim, o número de novos casos segue elevado, com entre 100 e 150 infecções confirmadas por semana nas zonas de saúde de Bunia e Rwampara.

Testes clínicos de uma vacina contra a cepa Bundibugyo começaram em julho, mas especialistas avaliam que uma imunização em larga escala ainda pode levar meses. 

Enquanto isso, Uganda, que há duas semanas não registra novos casos de infecção pelo vírus, enviou especialistas para apoiar a resposta ao surto nas regiões de fronteira com a RDC.