Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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A quinta edição do Colóquio Internacional Pátria começou nesta quinta-feira (16/04) em Havana, em um evento voltado à comunicação digital no contexto de disputas geopolíticas, desafios à legalidade internacional, agressões militares e guerra de narrativas. O encontro, que vai até sábado (18/06), conta com a participação de acadêmicos, pesquisadores, ativistas e representantes da mídia internacional, incluindo o fundador de Opera Mundi, Breno Altman. 

O Colóquio Pátria é patrocinado pela Unión de Periodistas de Cuba (UPEC), Casa de las Américas e pelo Capítulo Cubano de la Red de Redes en Defensa de la Humanidad. Segundo o presidente da UPEC, Ricardo Ronquillo, a edição se consolida como um “espaço para diálogo, resistência e feedback entre aliados” em meio à máxima pressão dos Estados Unidos contra a ilha, incluindo o bloqueio petrolífero decretado em janeiro que agravou a situação humanitária da nação.

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O evento também conta com a presença de figuras do alto escalão, como o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, além dos membros do gabinete político Roberto Morales Ojeda e Bruno Rodríguez Parrilla. Estima-se a participação de cerca de 150 convidados internacionais de 25 países, incluindo especialistas cubanos e membros do corpo diplomático credenciado na ilha. Para Ronquillo, a resposta internacional mostra que Cuba não está isolada.

Na abertura, Díaz-Canel descreveu o bloqueio dos Estados Unidos como “genocida” e convocou um movimento internacional de solidariedade. “A principal causa dos nossos problemas é o bloqueio genocida do governo dos Estados Unidos contra nosso povo”, disse o mandatário, que assegurou que a nação enfrenta uma agressão multidimensional, nos âmbitos econômico, financeiro e energético.

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“Cuba não é um Estado falido. Cuba é um estado cercado”, destacou. “Cuba é um Estado enfrentando uma agressão multidimensional […] um Estado ameaçado que não se rende.”

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, participou por vídeo, e descreveu o evento como um marco na luta contra a desinformação, ressaltando a inadmissibilidade das sanções unilaterais ilegais.

“É essencial manter um fórum que pense na comunicação não apenas como tecnologia, mas como um campo político, cultural e ético”, segundo a organização do evento, que recorda que ele é celebrado “em um momento histórico de alto valor simbólico: o centenário do nascimento de Fidel Castro, referência central da batalha das ideias e de uma concepção estratégica da comunicação como ferramenta para emancipação, soberania e organização popular”.

Em discurso de abertura, o presidente da UPEC alertou sobre campanhas de manipulação midiática direcionadas contra países como Irã, Venezuela e Cuba, e insistiu na necessidade de unidade, em sintonia com o pensamento de Fidel Castro. “O Colóquio Pátria nos arma para o Girón comunicativo do século XXI”, disse.

Em quatro edições realizadas anualmente, o Colóquio Pátria emergiu como um espaço de debate, análise e articulação entre projetos e visões comunicacionais que trabalham por uma nova ordem mundial de informação e comunicação, na qual todas as vozes estão presentes, inclusive as do Sul Global, diante do discurso totalitário dos grandes centros de poder.

A quinta edição do Colóquio Internacional Pátria ocorre em Havana entre 16 e 18 de abril
X/@coloquiopatria

Informações

Datas: 16, 17 e 18 de abril de 2026

Local: Estación Cultural de Línea y 18, Havana, Cuba

Temas

Comunicação digital, soberania tecnológica e Estados

Plataformas, algoritmos e poder político

Influência, redes sociais e disputa cognitiva

Inteligência artificial, automação e produção de conteúdo

Comunicação política, movimentos sociais e organização popular

Experiências do Sul Global diante da hegemonia midiática

Resultados esperados

Declaração política e comunicativa do V Colóquio

Rede Internacional de Comunicação Digital Soberana

Exposição de tecnologias do Sul

Agenda compartilhada de pesquisa, treinamento e ação