Sábado, 24 de janeiro de 2026
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O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) será assinado neste sábado (17/01) em Assunção, capital do Paraguai, com a participação de líderes sul-americanos e representantes do bloco europeu.

A assinatura ocorrerá no Grande Teatro José Asunción Flores do Banco Central do Paraguai, onde o Tratado de Assunção, texto fundador do Mercosul, foi assinado em 26 de março de 1991.

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O acordo será assinado pelos ministros das Relações Exteriores do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, enquanto, em nome da União Europeia, será assinado pelo Comissário Europeu para o Comércio e a Segurança Econômica, Maroš Šefčovič.

O presidente Lula da Silva, principal defensor da proposta, não estará disponível devido a conflitos de agenda, segundo fontes próximas a ele. No entanto, o presidente brasileiro recebeu Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, no Rio de Janeiro. A visita teve como objetivo celebrar a assinatura do acordo e expressar gratidão pelos esforços do presidente para torná-lo possível.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com a presidenta da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen

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Ricardo Stuckert / PR

A cerimônia contará com a presença do presidente paraguaio Santiago Peña, do presidente uruguaio Yamandú Orsi e do presidente argentino Javier Milei. Essa parceria estratégica envolve a integração de um mercado de mais de 800 milhões de habitantes, com um produto interno bruto combinado que representa um quarto do PIB mundial. Segundo estimativas do bloco sul-americano, o tratado tem um potencial comercial de US$ 100 bilhões.

“Os laços econômicos e comerciais serão fortalecidos pelo aumento das exportações para a União Europeia, bem como pela criação de um ambiente favorável à atração de investimentos, o que impactará positivamente o desenvolvimento socioeconômico dos países membros de ambos os blocos”, destacou o Mercosul em seu site oficial.

O presidente Lula da Silva afirmou que este acordo comercial Mercosul-UE é “a resposta do multilateralismo ao isolamento”, um acordo que transcende as diferenças históricas entre as regiões, embora gere descontentamento em alguns setores da UE. Este tratado reduzirá ou eliminará gradualmente as tarifas sobre quase 90% das exportações entre a UE e o Mercosul, impulsionado, entre outros fatores, pelas tensões geradas por Donald Trump através de pressões comerciais e tensões geopolíticas.