O empresário colombiano Alex Naim Saab Morán declarou-se culpado nesta terça-feira (15/09) de uma acusação de lavagem de dinheiro relacionada a uma suposta conspiração de suborno para obter contratos governamentais lucrativos na Venezuela. Segundo a AP.
O ex-funcionário de 54 anos, declarou-se inocente ao chegar aos EUA, mas mudou sua declaração após um acordo de delação premiada com a promotoria em um tribunal federal em Miami, Flórida. De acordo com a agência, ele concordou em cooperar com as investigações federais em andamento e em renunciar a US$ 195 milhões em lucros ilícitos do esquema de corrupção.
Embora o crime de lavagem de dinheiro acarrete uma pena máxima de 20 anos de prisão, os promotores concordaram em recomendar uma pena mínima, conforme sugerido para esse tipo de delito, e em solicitar reduções adicionais caso a cooperação de Saab se mostre valiosa para a captura de “quatro co-réus” cujos nomes não foram revelados.
O governo venezuelano informou a deportação do empresário em 16 de maio deste ano, segundo comunicado do Serviço Administrativo de Identificação, Migração e Estrangeiros (Saime), reproduzido em contas oficiais, que afirmou ter sido realizada “em conformidade com as disposições regulamentares da legislação migratória venezuelana”.
Em junho de 2020, o empresário foi preso em Cabo Verde e extraditado para os Estados Unidos, onde permaneceu preso por dois anos, sendo libertado em dezembro de 2023 durante uma troca de prisioneiros acordada com o governo do então presidente Joe Biden.
Ao retornar ao país, Saab atuou como ministro da Indústria e da Produção Nacional da Venezuela, sendo posteriormente exonerado do cargo pela presidente interina, Delcy Rodríguez.
Saab esteve à frente de programas ligados à construção de moradias e de distribuição das cestas de alimentos distribuídas pelos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP).