Domingo, 7 de dezembro de 2025
APOIE
Menu

As províncias de Pinar del Río, Artemisa, Mayabeque e Havana, em Cuba, foram afetadas por uma queda de energia na madrugada desta quarta-feira (03/12), de acordo com o Ministério de Energia e Minas do país, que trabalha para o restabelecimento do serviço nas localidades. Segundo a pasta, cerca de 3,5 milhões de pessoas estão sem eletricidade.

Em comunicado, a Havana Electric Company (Empresa Elétrica de Havana, na tradução em português) informou sobre a falta de energia em toda a capital e que a União Elétrica (UNE), empresa responsável pela distribuição, está investigando as causas exatas para restaurar o serviço o mais rápido possível.

No dia anterior, a unidade 2 da Usina Termelétrica Felton (Holguín) e a unidade 3 da Usina Termelétrica Renté (Santiago de Cuba) também apresentaram danos.

Segundo o relatório da UNE, três blocos termoelétricos – nas usinas de Mariel (Artemisa), Santa Cruz (Mayabeque) e Carlos Manuel de Céspedes (Cienfuegos) – estavam parados para manutenção, assim como a estação de gás Energás Puerto Escondido (Mayabeque), o que somava 542 MW fora da rede.

Em paralelo, a falta de combustíveis e lubrificantes para o sistema de geração distribuída que, por sua vez, é composto por motores a diesel ou óleo, deixou inoperantes 174 geradores, responsáveis por outros 1.081 MW que não puderam ser supridos.

O serviço de energia busca reestabelecer o serviço que está afetando a população cubana
Minrex

Ainda de acordo com a UNE, houve a reconexão de duas unidades termelétricas à rede – a unidade 6 da CTE Diez de Octubre, em Nuevitas (Camagüey), e a unidade 3 da CTE Antonio Maceo, em Renté. Contudo, a reintegração desses blocos foi insuficiente para compensar o déficit de geração.

O Ministério da Energia e Minas cubano reiterou que a crise do sistema elétrico nacional não apenas se deve a fatores naturais como fenômenos climáticos, mas também pela infraestrutura envelhecida e falta de manutenção decorrentes das sanções vindas do Ocidente.

O bloqueio norte-americano dificulta a aquisição de peças de reposição e tornam os reparos mais caros, impossibilitando o fornecimento normal de combustíveis e lubrificantes, Além disso, determina o bloqueio da contratação de especialistas de fora para supervisionar a manutenção do sistema, atrasando também os projetos de investimento em energias renováveis.

(*) Com Telesur