Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Após conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quarta-feira (07/01), o mandatário colombiano, Gustavo Petro, endureceu a ofensiva do seu governo contra o Exército de Libertação Nacional (ELN).

Segundo o ministro do Interior, Armando Benedetti, durante a conversa foram acordadas “ações conjuntas” contra a guerrilha na Colômbia. Ambos avaliaram ser preciso “bater duro” no ELN, que mantém forte presença no leste colombiano e no território venezuelano.

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Nesta segunda-feira, o ministro da Defesa colombiana, Petro Sánchez iniciou uma visita oficial aos Estados Unidos para desenhar ações destinadas a “afetar de maneira crítica e contundente todas as ameaças transnacionais”, informou o governo.

Reportagem do El País destaca que a política de “paz total”, mantida por Petro em relação a várias grupos armados durante o seu mandato, vem sendo revertida por pressão de Washington, a poucos meses da eleição no país.

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Proposta de acordo recusada

O ELN divulgou uma proposta de acordo nacional, rechaçada pelo governo Petro. Citando a crescente pressão geopolítica dos Estados Unidos sobre a América Latina, o grupo armado apontou que a Colômbia vive “uma crise estrutural”, agravada pelo cenário internacional e pela disputa política interna em ano eleitoral. E propôs um pacto amplo, envolvendo forças políticas, sociais e a sociedade civil, em torno de um novo projeto nacional.

Ao responder à organização na plataforma X, o presidente colombiano foi incisivo: “um acordo foi oferecido, mas o ELN o destruiu com fogo e derramamento de sangue, matando humildes agricultores. Esse massacre decorreu da luta pelo controle de plantações e ouro ilícitos”, destacou.

Segundo ele, “nenhuma negociação, como as que estão em curso, pode avançar sem uma solução genuína para a atividade econômica ilícita, o fim do recrutamento de crianças e a devolução de todas as crianças atualmente detidas”. As comunidades “devem reconquistar sua liberdade, e a transformação progressiva do território deve ser planejada em colaboração com elas”, acrescentou.

Após conversa com Trump, Petro endurece ofensiva contra grupo armado
Presidencia de Colombia/Flickr

Colaboração da Venezuela

Na sexta-feira (09/01), o presidente venezuelano postou nas redes sociais que “o narcotráfico deve ser desarmado”. Petro defendeu que “a América Latina deve se defender de qualquer ator que a desestabilize, e isso implica a unidade de seus povos, de suas armas e de seus Estados”. Ele também apelou à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, para que eles atuem “juntos nesse objetivo”.

O mandatário colombiano garantiu que em seu primeiro encontro oficial com a Venezuela, irá abordar o desenvolvimento da zona econômica especial para o desenvolvimento agroindustrial de Norte de Santander e Táchira. E passou um recado ao grupo armado: “se o ELN não aderir ao processo de paz deixando a Venezuela, haverá ações militares conjuntas com a Venezuela.”

“Todo o ELN deve se realocar para a Colômbia e iniciar discussões sobre zonas de concentração regionais e planos de participação cidadã para a transformação territorial das zonas de conflito” e “todos os conflitos com outras organizações no processo de paz com o governo cessarão”, afirmou.

Segundo o presidente colombiano, “a propriedade dos territórios passará para os cidadãos desses territórios” e “as transformações serão acordadas com seus habitantes”. Ele também propôs que a “reintegração dos combatentes seja realizada por meio de grandes cooperativas produtivas para substituir o financiamento ilegal”.