Sexta-feira, 6 de março de 2026
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Diversas organizações sociais dos Estados Unidos convocaram para a próxima terça-feira (03/03) um ato público para defender a libertação do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.

A mobilização acontecerá nas imediações do Centro de Detenção Metropolitano de Nova York, no bairro do Brooklyn, onde Maduro e Cilia estão presos.

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A data foi escolhida por ser o dia em que se cumprirão dois meses do sequestro do casal presidencial venezuelano, resultado da ação militar impulsionada pelos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro.

Entre os ativistas que confirmaram presença no evento está o músico inglês Roger Waters, fundador e ex-líder da banda de rock Pink Floyd, que publicou declaração classificando Maduro e Cilia como “presos políticos”.

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Acusação baseada em quadrilha fictícia

Os Estados Unidos sequestraram Nicolás Maduro e Cilia Flores em janeiro passado, sob a alegação de que eles liderariam um suposto grupo narcotraficante chamado Cartel de los Soles.

No entanto, na primeira audiência diante de um tribunal de Nova York, o Departamento de Justiça mudou sua versão e diminuiu a importância da suposta organização.

No documento original, de 2020, Maduro era descrito como o líder do suposto Cartel de Los Soles, nome mencionado 32 vezes ao longo da peça acusatória. Esse também foi o tom adotado pela gestão do presidente norte-americano Donald Trump durante todo o ano de 2025, quando o alegado grupo foi declarado como “terrorista” pela Casa Branca.

Já a nova acusação, apresentada formalmente ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York em janeiro deste ano, cita a organização apenas duas vezes, descrevendo-a não como um cartel formal, mas como um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção”, supostamente alimentada por recursos do narcotráfico.

O governo da Venezuela, tanto antes quanto depois do sequestro de Maduro, assegura que o Cartel de los Soles não existe e que a acusação contra o presidente venezuelano é falsa.

Com informações de TeleSur.