Terça-feira, 16 de junho de 2026
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O Ministério das Relações Exteriores da Bolívia anunciou nesta quarta-feira (20/05) a expulsão da embaixadora da Colômbia credenciada no país, Elizabeth García, em meio às contínuas declarações do presidente Gustavo Petro expressando apoio aos protestos mobilizados pelos setores sociais contra o presidente ultraconservador Rodrigo Paz. A decisão foi notificada pelo chanceler boliviano Fernando Aramayo, por meio de comunicado. 

Ao canal Unitel, o ministro disse que a embaixadora foi declarada “persona non grata” devido às “insistentes declarações públicas do presidente Gustavo Petro e interferência na política interna boliviana, assim como o endosso feito pelo movimento político que desestabiliza a democracia”.

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No último domingo (17/05), o líder colombiano afirmou que a Bolívia “vive uma insurreição popular” como uma “resposta à arrogância geopolítica”. Na mensagem publicada pela plataforma X, Petro se dispôs a mediar uma possível solução à crise política do país, mas também defendeu que “não deve haver presos políticos”.

“A América Latina é uma civilização diversa e diferente, não se pode homogeneizá-la de nenhum lado do planeta. A América Latina e o Caribe devem ser ouvidos pelo mundo olhando de frente em paz, e falando com franqueza”, disse.

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O Ministério das Relações Exteriores da Bolivia já havia descartado a mediação internacional como alternativa para resolver a crise. Ao menos oito países da América Latina, além do governo norte-americano, expressaram preocupação com a situação no país. Dessa forma, nesta quarta-feira, o Conselho de Segurança da Organização dos Estados Americanos (OEA) foi convocado para tratar do cenário.

Em outra postagem, Petro também se posicionou a favor do líder da oposição Evo Morales pedindo aos Estados Unidos que não ataquem o ex-presidente boliviano. “Peço ao governo dos Estados Unidos que não ataque o ex-presidente Evo Morales. Não confunda a luta social dos camponeses cultivadores de folha de coca com o tráfico de drogas. Aguarde a conclusão do painel de especialistas da ONU”, escreveu.

O apelo do presidente colombiano foi feito mediante possível intenção do governo de extrema direita de Rodrigo Paz de ir aos Estados Unidos de Donald Trump para solicitar informações sobre uma suposta participação de Morales no tráfico de drogas. 

A declaração da chancelaria boliviana esclareceu, no entanto, que a “decisão não constitui uma ruptura das relações diplomáticas com a República da Colômbia, nem afeta os laços históricos de amizade, cooperação e respeito entre ambos os povos e Estados”.