Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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A maior central sindical da Bolívia, a Central Operária Boliviana (COB), confirmou a greve prevista para esta segunda-feira (22/12) contra o decreto do presidente Rodrigo Paz, que elimina o subsídio aos combustíveis, apesar dos acordos firmados pelo governo com outros setores para evitar a medida de pressão.

“Não vamos recuar, não vamos negociar à parte do nosso povo, não vamos trair a confiança que nos foi depositada para liderar este movimento de protesto”, disse o líder da COB, Mario Argollo.

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O Decreto 5503, emitido na última quarta-feira (17/12), pelo presidente boliviano Rodrigo Paz, põe fim a mais de 20 anos de subsídios aos combustíveis.

A medida fixou os preços da gasolina em 6,96 bolivianos ( R$ 5,50) por litro para a gasolina comum, 11 bolivianos (R$ 8,75) para a gasolina premium e 9,80 bolivianos (R$ 7,76) para o diesel.

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Isso representa um aumento de 86% para a gasolina e de 162% para o diesel em comparação com o custo subsidiado que esteve em vigor por mais de duas décadas.

O líder sindical negou em vídeo um suposto pacto com o governo de Rodrigo Paz para cancelar os protestos e manifestações agendados para as primeiras horas desta segunda.

“Queremos enviar esta mensagem ao governo central: pensem, reflitam sobre esta medida arbitrária e ditatorial que tomaram e que, neste momento, deixa o povo boliviano em suspense”, enfatizou Argollo.

Mario Argollo afirmou ainda que o decreto 5503 beneficia apenas “um setor privilegiado, empresarial e burguês” e, portanto, convocou os diversos setores sociais a se unirem ao protesto, que, reiterou, não tem natureza política.