Brasil deve assinar acordos nesta semana para enviar ajuda humanitária a Cuba
Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse que apoio será viabilizado pela Aliança Global de Combate à Fome e à Pobreza
O governo brasileiro deve assinar acordos para o envio de ajuda humanitária a Cuba nesta semana, afirmou o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ao portal de notícias Poder360, em matéria publicada nesta segunda-feira (02/03). O apoio da pasta englobará alimentos e matérias para a produção agrícola, sendo viabilizada no contexto da Aliança Global de Combate à Fome e à Pobreza.
“Nessa semana, nós devemos assinar esses acordos para o envio desses recursos para a obtenção de insumos e também de alimentos”, disse o ministro Teixeira.
A iniciativa, de acordo com a autoridade, será realizada pela ABC (Agência Brasileira de Cooperação) juntamente com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Nesse mesmo projeto, o Haiti também será beneficiado.
A decisão brasileira ocorre na esteira em que países sul-americano estão enviando ajuda humanitária a Cuba. O México já enviou duas remessas à ilha, sendo a última com 1,193 toneladas de recursos básicos, incluindo medicamentos e alimentos. Além disso, o Chile também se prontificou a fornecer suprimentos. Estas entregas se dão no contexto de um cerco econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba.

Ministro brasileiro Paulo Teixeira diz que Brasil deve assinar acordos nesta semana para envio de ajuda humanitária a Cuba
Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Tarifas impostas por Trump
Em janeiro, após o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou em aplicar medidas tarifárias contra quaisquer países ou empresas que vendessem ou comercializassem petróleo com Cuba.
Com o bloqueio imposto pelo republicano, a ilha vem enfrentando uma escassez de energia, alimentos e remédios. A medida também interrompeu as remessas da Venezuela e inicialmente do México, que são os principais Estados fornecedores da ilha. Essa medida agravou os apagões, a falta de combustível e atingiu o funcionamento do sistema de saúde.
























