Sexta-feira, 7 de agosto de 2026
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Em mensagem gravada e publicada na segunda-feira (29/06), a candidata à secretária-geral das Nações Unidas, ex-presidente chilena Michelle Bachelet destacou a necessidade do respeito aos princípios da Carta da ONU e do fortalecimento da instituição internacional para que “as pessoas sintam que ela funciona”. De acordo com ela, é preciso de “uma forte presença onde mais se precisa”.

Na legenda da publicação, a autoridade descreve que o atual contexto mundial está marcado por “profundas tensões e desafios globais”, sendo que, desta forma, as Nações Unidas “devem fortalecer sua capacidade de prevenir conflitos, proteger as pessoas, promover o desenvolvimento sustentável e defender os princípios da Carta”.

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“A legitimidade das Nações Unidas depende da capacidade de oferecer resultados tangíveis. As pessoas têm que ver e sentir que a ONU funciona para que confiem no multilateralismo”, afirma Bachelet no vídeo, acrescentando que espera um organismo que atue contemplando valores de igualdade de gênero, representatividade, paz, segurança, direitos humanos, e desenvolvimento.

 

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Um post compartilhado por Michelle Bachelet (@michellebacheletpdta)

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O cargo de secretário-geral da ONU, o mais alto do colegiado internacional de países, é atualmente ocupado pelo português António Guterres. Durante seus 80 anos de existência, a instituição foi liderada por nove nomes, sendo todos estes homens. Nesta edição, são quatro os candidatos que disputam pela vaga, além de Bachelet: Rafael Grossi, diplomata argentino e atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA); Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente de Costa Rica; e Macky Sall, ex-presidente de Senegal.

A escolha passa pelo Conselho de Segurança da ONU e os cinco membros permanentes, que são Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, têm poder de veto sobre os candidatos.

A candidatura de Bachelet foi apresentada no início de fevereiro pelos governos do Chile, do Brasil e do México. No fim de março, porém, após a troca de Presidência do Chile – com a chegada do conservador José Antonio Kast e a saída do esquerdista Gabriel Boric –, o país sul-americano retirou o apoio à candidata. Brasil e México seguem sustentando na candidatura da líder chilena.

Por sua vez, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva reiterou seu endosso à Bachelet. Em maio, ele recebeu a ex-mandatária chilena no Palácio do Planalto em um encontro em que ambos discutiram o cenário global, a necessidade de reformulação da ONU e fortalecimento do multilateralismo.

“Sua experiência como chefe de Estado e profunda conhecedora da ONU a credencia a ser a primeira mulher latino-americana a liderar a organização”, escreveu o presidente, na ocasião, nas redes sociais.