Terça-feira, 9 de dezembro de 2025
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Em evento de campanha realizado neste domingo (23/11), a candidata presidencial hondurenha Rixi Moncada, do partido Liberdade e Refundação (Libre, por sua sigla em espanhol, que faz trocadilho com versão da palavra “livre”), denunciou um suposto ataque de hackers que teria sido realizado durante o fim de semana contra o Sistema de Transmissão de Resultados Eleitorais Preliminares (TREP, por sua sigla em espanhol).

Segundo a candidata, a tentativa de hackear o sistema TREP, que centraliza a contagem de votos durante a apuração das eleições em Honduras, teria sido promovida por “grupos ligados aos setores do bipartidarismo de direita”, e que “realizaram a operação desde Miami, visando preparar uma fraude para o próximo domingo”.

O termo “bipartidarismo”, usado pela candidata é usado no país para se referir aos dois partidos tradicionais da direita local, o Partido Liberal e o Partido Nacional (mais conservador), que se alternaram no poder entre 1894 e 2021 (incluindo os governos militares, que sempre contaram com o apoio político de um ou outro partido). O período foi interrompido com a vitória de Xiomara Castro, do Libre, na última eleição.

“Já sabemos o que vai acontecer na noite de 30 de novembro (dia da eleição, no próximo domingo), e temos que estar preparados para enfrentar a tentativa dos poderosos de sempre de retomar o poder que o povo conquistou há quatro anos”, disse a candidata progressista.

Apuração paralela

Durante o discurso, Moncada pediu aos seus apoiadores que se organizem para fazer uma apuração paralela, com fiscalização da contagem de cada urna, com o intuito de denunciar possíveis tentativas de fraude no próximo domingo (30/11).

“Vamos fazer nossa contagem com as folhas de apuração físicas, com as 19 mil folhas de apuração de cada urna, e assim demonstrar nossa vitória”, disse a candidata.

Rixi Moncada durante evento de campanha no interior de Honduras
Partido Libre

A presidenciável acrescentou que seu partido vai enviar solicitações aos Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e às entidades estrangeiras que enviarão observadores ao processo, para reforçar a necessidade de maiores medidas de segurança durante a jornada eleitoral.

Turno único

As eleições presidenciais de Honduras acontecerão neste domingo, em turno único. Portanto, quem tiver o maior número de votos vencerá a disputa, mesmo que não conte com 50% dos votos válidos.

Por exemplo, em 2013, o candidato Juan Orlando Hernández, do Partido Nacional, foi eleito com apenas 36,9% dos votos, contra 28,8% de Xiomara Castro, que ficou em segundo.

No último pleito, em 2021, Nasry Asfura, do Partido Nacional, obteve os mesmos 36,9%, e disputou contra a mesma Xiomara Castro, que venceu com 51,2%.

Asfura voltou a participar da disputa neste ano, pelo Partido Nacional, junto com Moncada, representante do Libre; Salvador Nasralla, do Partido Liberal; Nelson Ávila, do Partido Inovação e Unidade Social Democrata (PINU-SD, centro-esquerda); Mario Rivera, do Partido Democrata Cristão (direita conservadora).

Também serão eleitos no domingo os 128 parlamentares do Congresso Nacional de Honduras (unicameral) e os 20 membros hondurenhos do Parlamento Centro-Americano (Parlacen), que possui 120 cadeiras no total e no qual participam representantes de seis países (além de Honduras, fazem parte El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Panamá, e República Dominicana).

Com informações de TeleSur.