Terça-feira, 7 de julho de 2026
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O ex-candidato presidencial da Colômbia, Iván Cepeda, do Pacto Histórico de esquerda, anunciou nesta terça-feira (30/06) que pode recorrer à desobediência civil pacífica caso ultradireitista Abelardo de la Espriella, contra quem disputou o pleito, assuma a Presidência sem renunciar publicamente à sua nacionalidade norte-americana e sem esclarecer se é colaborador ou membro de agências de segurança dos Estados Unidos.

O líder da oposição apresentou quatro exigências fundamentais para garantir a legitimidade de um possível mandato para De la Espriella. Entre elas, a exclusão de ameaças e possibilidade de extradição do presidente Gustavo Petro; o comprometimento no respeito à segurança nacional e soberania judicial, reafirmando que a integridade das instituições colombianas não pode ser alvo de interferência externa; cessação de qualquer perseguição de opositores políticos e do incentivo à acusação pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, garantindo um ambiente democrático plural e justo.

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Sobre o tópico da nacionalidade norte-americana, Cepeda sustenta que a dupla cidadania de De la Espriella e suas eventuais conexões com instituições dos Estados Unidos poderiam intervir na soberania institucional colombiana. 

“Abelardo de la Espriella tem cidadania norte-americana. Para obtê-la, ele prestou juramento de naturalização naquele país, o que implica compromissos e obrigações que são incompatíveis com o exercício de funções públicas e com a condição de presidenciável na Colômbia”, afirmou o senador, em comunicado.

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Iván Cepeda alerta sobre a ‘desobediência civil’ pacífica contra o possível governo de De la Espriella
X/@IvanCepedaCast

O líder opositor também pediu que autoridades norte-americanas esclareçam se existe qualquer relação entre De la Espriella e órgãos de inteligência ou segurança.

“Ou seja, as autoridades dos Estados Unidos devem esclarecer se o senhor De la Espriella foi ou é agente ou colaborador da DEA, da CIA ou de qualquer outra agência de segurança dos Estados Unidos. Essa condição colocaria em dúvida sua idoneidade para ser chefe de Estado colombiano, garantidor da soberania e guardião da Constituição”, acrescentou.

Caso essas condições não forem atendidas, Cepeda afirmou que deve declarar desobediência civil pacífica, o que implica o não reconhecimento da autoridade de alguém que não defende a soberania nacional.

“Como nos ensina a desobediência civil, quando a lei, as instituições ou a autoridade entram em conflito com a consciência moral, o cidadão não apenas tem o direito, mas também o dever de resistir pacificamente, recusando-se a colaborar com a injustiça, o opróbrio e a opressão. É isso que faremos, sem qualquer dúvida, caso De la Espriella siga o caminho de violar a nossa dignidade nacional”, concluiu.

(*) Com Telesur