Cerca de cem guerrilheiros entregam armas na Colômbia às vésperas do segundo turno presidencial
Integrantes da Coordenadora Nacional Exército Bolivariano (CNEB) depositaram fuzis no escopo da política de ‘paz total’ do governo Petro
A poucos dias das eleições presidenciais na Colômbia, 99 integrantes da Coordenadora Nacional Exército Bolivariano (CNEB) entregaram suas armas em uma região de selva no departamento de Putumayo, no sul do país.
Durante uma cerimônia realizada nesta quinta-feira (18/06), eles depositaram seus fuzis em um contêiner com a inscrição: “aposto na vida, cumpro a paz”. A iniciativa ocorre no âmbito da política de “paz total” do presidente Gustavo Petro.
A CNEB vem registrando avanços nas negociações de paz conduzidas pelo governo Petro, o que não se verifica em relação a outros grupos armados como o Exército de Libertação Nacional (ELN) que anunciou uma trégua temporária nos ataques por conta do ano eleitoral; e, sobretudo, com as dissidências das Farc, lideradas por Iván Mordisco, apontado pelo presidente colombiano como narcotraficante e inimigo número 1 do país.
A entrega das armas nesta quinta-feira (18/06) é vista como uma esperança para a desmobilização do restante do grupo, estimado pelo governo entre 2 mil e 2,5 mil guerrilheiros. Segundo Armando Novoa, chefe da delegação de paz do governo, trata-se de “uma mensagem muito forte e muito poderosa para a sociedade colombiana nesta época em que há muito barulho de guerra”.

Cerca de cem guerrilheiros entregam armas na Colômbia
Reprodução vídeo/ Rádio Caracol X
Negociações
Após a cerimônia em Putumayo, os guerrilheiros foram transportados para o Vale do Guamuez, onde permanecerão por dez meses em uma zona especial de concentração, até o avanço final das negociações em torno da regularização de sua situação no país.
O avanço das negociações de paz com o grupo, no entanto, dependerá do resultado das urnas no próximo domingo (21/06). O senador Iván Cepeda, candidato governista, é defensor da continuidade da política de paz de Petro. Já o advogado Abelardo De la Espriella, da extrema direita, rejeita as negociações com os grupos armados.
A CNEB é composta por dissidentes das Farc e segue as orientações de Walter Mendoza, ex-comandante da antiga guerrilha que voltou às armas após ter assinado o acordo de paz de 2016. Ele não participou da cerimônia.
























