Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O governo do Chile de Gabriel Boric apresentou na segunda-feira (15/12) um protesto diplomático contra a Colômbia em decorrência das recentes declarações feitas pelo presidente Gustavo Petro sobre o resultado das eleições presidenciais chilenas, nas quais o conservador José Antonio Kast venceu contra a comunista Jeannette Jara.

As tensões entre ambas as nações foram desencadeadas no domingo (14/12), quando Petro usou a plataforma X para manifestar repúdio à vitória eleitoral do então candidato de direita, associando Kast ao nazista Adolf Hitler. “Jamais apertarei a mão de um nazista, nem a do filho de um nazista”, disse.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“É triste que Pinochet tenha tido que impor sua vontade pela força, mas é ainda mais triste agora que as pessoas estão escolhendo seu próprio Pinochet: eleitos ou não, são filhos de Hitler, e Hitler mata pessoas. Ele é o diabo contra a vida, e todo latino-americano sabe como resistir”, escreveu o colombiano.

Diante da declaração, o Ministério das Relações Exteriores do Chile confirmou ter entregado uma nota formal ao embaixador colombiano em Santiago, classificando os seus comentários públicos como “inaceitáveis” e contrários às normas básicas de respeito entre os Estados.

“Por instrução do Presidente da República, entregamos uma nota de protesto ao embaixador colombiano no Chile para expressar nossa irritação com as declarações inaceitáveis do Presidente da Colômbia sobre a eleição presidencial em nosso país”, disse o chanceler, Alberto Van Klaveren.

“Suas declarações constituem falta de respeito e interferência imprópria em questões de política interna, e não apenas denigrem o presidente eleito, mas também a decisão soberana do povo chileno e a solidez democrática de nossas instituições”, acrescentou.

Por sua vez, o site chileno Emol citou o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, que destacou que a democracia do país se baseia “em primeiro lugar, em uma forte institucionalidade e, em segundo lugar, no respeito à vontade popular expressa nas urnas”. 

“Temos que sempre preservar nossa democracia, cuidar dela entre todos nós e o que fazemos é que o que o Chile decida dentro do quadro das regras democráticas seja respeitado de qualquer lugar do mundo e por todas as autoridades”, comentou.