China cobra 'fim imediato' do bloqueio norte-americano contra Cuba
Chancelaria chinesa destaca que sanções dos EUA 'violam gravemente' objetivos da Carta da ONU e normas básicas das relações internacionais
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, pediu nesta quinta-feira (09/07) que os Estados Unidos atendam ao apelo da comunidade internacional e deem fim imediatamente ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.
A declaração ocorre após uma sessão da ONU ter aprovado, em 7 de julho, uma resolução que rejeita as medidas coercitivas dos Estados Unidos, com 136 votos a favor, nove contra e 30 abstenções.
Mao destacou que, por mais de seis décadas, Washington mantém sanções que violam gravemente os objetivos da Carta da ONU e as normas básicas das relações internacionais. A porta-voz enfatizou que essas ações infringem o direito de Cuba à sobrevivência e ao desenvolvimento, tendo recentemente agravado a crise energética da ilha.
“O amplo apoio obtido demonstra o crescente isolamento das práticas unilaterais e intimidatórias ”, afirmou Mao, sublinhando a rejeição global da interferência externa, numa votação que reflete, mais uma vez, o amplo apoio à nação cubana.
Por sua vez, o representante Permanente da China na ONU, Fu Cong, denunciou durante o debate que o bloqueio gerou perdas superiores a US$ 170 bilhões (R$ 869,7 bilhões) para Havana. Cong exigiu que o governo da Casa Branca pusesse fim às “sanções de estrangulamento” e às medidas de pressão máxima aplicadas desde o início do ano nos setores financeiro e comercial.
Fu Cong alertou que o ressurgimento do unilateralismo está confrontando o sistema internacional com choques sem precedentes, atrasando o progresso rumo à Agenda 2030. “A China sempre se opôs a sanções unilaterais ilegais que não têm fundamento no direito internacional”, reafirmou o porta-voz Ning, denunciando a intensificação do bloqueio econômico.
A China reiterou seu compromisso com a justiça e a unidade internacional, apoiando Cuba em sua reivindicação por dignidade e liberdade diante do que considera uma catástrofe humanitária causada pela coerção dos Estados Unidos. Pequim enfatizou que a tendência predominante deve ser a defesa da soberania nacional contra qualquer forma de ameaça militar ou econômica.























