Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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A vice-ministra cubana do Comércio Exterior, Déborah Rivas Saavedra, anunciou em sua conta no X que a China doou um novo parque fotovoltaico para Cuba, que está sendo construído em Cienfuegos.

“Agradecemos a contribuição contínua da China para o Programa de Transição Energética de Cuba. Novos parques solares com armazenamento de energia. E vamos continuar!”, escreveu a alta funcionária cubana.

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Por sua vez, o embaixador chinês em Cuba, Hua Xin, também comentou sobre a construção e defendeu a continuidade da colaboração. “Continuaremos a apoiar a transição energética de Cuba”, afirmou.

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Ameaça dos EUA a Cuba

Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando “estado de emergência nacional” em resposta à alegada “ameaça incomum e extraordinária” que, segundo Washington, Cuba representa para a segurança dos Estados Unidos e da região. O texto acusa o governo cubano de se aliar a “numerosos países hostis”, abrigar “grupos terroristas transnacionais” e permitir o destacamento na ilha de “sofisticadas capacidades militares e de inteligência” da Rússia e da China.

Com base nesses argumentos, foram anunciadas tarifas para os países que vendem petróleo para a nação caribenha, juntamente com ameaças de retaliação contra aqueles que agirem contra a ordem executiva da Casa Branca.

A medida surge em meio à escalada das tensões entre Washington e Havana, que tem rejeitado consistentemente essas alegações e alertado que defenderá sua integridade territorial. O presidente cubano respondeu que “essa nova medida demonstra a natureza fascista, criminosa e genocida de uma conspiração que se apropriou dos interesses do povo americano para obter ganhos puramente pessoais”.

Em 7 de março, Trump anunciou que “uma grande mudança está chegando em breve a Cuba”, acrescentando que está “chegando ao fim da linha”.

Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que impacta severamente a economia do país, foi agora reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais da Casa Branca.