China manifesta apoio a Cuba e rechaça endurecimento do bloqueio imposto pelos EUA
Embaixador chinês em Havana, Hua Xin, declarou que Pequim 'continuará cooperando' em defesa da soberania do país e do seu desenvolvimento socialista
A China reafirmou na segunda-feira (16/03) seu firme apoio ao governo cubano diante do endurecimento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos e condenou as medidas coercitivas que violam a soberania e o direito à sobrevivência do povo cubano.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Havana, o embaixador da China em Cuba, Hua Xin, opôs-se à pressão e coerção externas sobre a ilha e denunciou as restrições ilegais impostas pelos Estados Unidos a Cuba há mais de 60 anos, que causaram imenso sofrimento ao povo cubano.
Ele também enfatizou que o recente bloqueio às importações de petróleo viola gravemente o direito do povo cubano à sobrevivência e ao desenvolvimento. “A China se opõe firmemente a isso e o condena veementemente”, afirmou o diplomata.
Em relação ao diálogo bilateral entre Havana e Washington, Hua Xin observou que a China compreende e respeita essas conversas. Além disso, apoia a posição de Cuba de promover o diálogo com base na igualdade. Essa postura respeita os sistemas políticos, a soberania e a autodeterminação. “A China está disposta a continuar cooperando com Cuba na defesa de sua soberania nacional e apoia firmemente a ilha no caminho do desenvolvimento socialista, de acordo com suas condições nacionais”, enfatizou.
En el escenario internacional del siglo XXI, no se deben repetir los viejos guiones del siglo XIX. Los recursos de ALC pertenecen a sus pueblos. Qué caminos siguen los países de ALC lo eligen sus propios pueblos. Con quién se hacen amigos lo deciden los propios países de ALC. pic.twitter.com/0TOEA7z6DJ
— Hua Xin 华昕 (@EmbHuaXin) March 16, 2026
“A China sempre defendeu que a América Latina e o Caribe formam uma grande família de nações soberanas e independentes”, afirmou. Ele acrescentou que, de forma alguma, são quintal de qualquer outro país.
Ele criticou os Estados Unidos por se apegarem à obsoleta Doutrina Monroe e por generalizarem excessivamente a segurança nacional . Ele acredita que, por meio de táticas de pressão, os EUA estão dificultando a cooperação normal entre a China e a região. “Na arena internacional do século XXI, os velhos roteiros do século XIX não devem ser repetidos “, declarou.
Questionado sobre o recente ataque militar dos EUA e de Israel contra o Irã, Hua Xin expressou a forte condenação da China. Ele pediu respeito à soberania nacional. “Os EUA e Israel lançaram ataques militares contra o Irã sem autorização do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou.
Isso violou gravemente a soberania e a segurança do Irã, contrariando os propósitos da Carta da ONU. A China se opõe firmemente e condena veementemente esse ato. Defende o respeito à soberania de todos os países da região, bem como a rejeição do abuso da força e a não intervenção em assuntos internos. Esses são princípios fundamentais para a resolução de conflitos.
























