Segunda-feira, 20 de abril de 2026
APOIE
Menu

A China reafirmou na segunda-feira (16/03) seu firme apoio ao governo cubano diante do endurecimento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos e condenou as medidas coercitivas que violam a soberania e o direito à sobrevivência do povo cubano.

Durante uma conferência de imprensa realizada em Havana, o embaixador da China em Cuba, Hua Xin, opôs-se à pressão e coerção externas sobre a ilha e denunciou as restrições ilegais impostas pelos Estados Unidos a Cuba há mais de 60 anos, que causaram imenso sofrimento ao povo cubano.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Ele também enfatizou que o recente bloqueio às importações de petróleo viola gravemente o direito do povo cubano à sobrevivência e ao desenvolvimento. “A China se opõe firmemente a isso e o condena veementemente”, afirmou o diplomata.

Em relação ao diálogo bilateral entre Havana e Washington, Hua Xin observou que a China compreende e respeita essas conversas. Além disso, apoia a posição de Cuba de promover o diálogo com base na igualdade. Essa postura respeita os sistemas políticos, a soberania e a autodeterminação. “A China está disposta a continuar cooperando com Cuba na defesa de sua soberania nacional e apoia firmemente a ilha no caminho do desenvolvimento socialista, de acordo com suas condições nacionais”, enfatizou.

Mais lidas

“A China sempre defendeu que a América Latina e o Caribe formam uma grande família de nações soberanas e independentes”, afirmou. Ele acrescentou que, de forma alguma, são quintal de qualquer outro país.

Ele criticou os Estados Unidos por se apegarem à obsoleta Doutrina Monroe e por generalizarem excessivamente a segurança nacional . Ele acredita que, por meio de táticas de pressão, os EUA estão dificultando a cooperação normal entre a China e a região. “Na arena internacional do século XXI, os velhos roteiros do século XIX não devem ser repetidos “, declarou.

Questionado sobre o recente ataque militar dos EUA e de Israel contra o Irã, Hua Xin expressou a forte condenação da China. Ele pediu respeito à soberania nacional. “Os EUA e Israel lançaram ataques militares contra o Irã sem autorização do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou.

Isso violou gravemente a soberania e a segurança do Irã, contrariando os propósitos da Carta da ONU. A China se opõe firmemente e condena veementemente esse ato. Defende o respeito à soberania de todos os países da região, bem como a rejeição do abuso da força e a não intervenção em assuntos internos. Esses são princípios fundamentais para a resolução de conflitos.