Terça-feira, 6 de outubro de 2026
Compartilhe:

A defesa da primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, pediu à Justiça dos Estados Unidos que ela deixe o Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York; e aguarde, em prisão domiciliar, o julgamento previsto para 1º de junho de 2027. Os advogados apontam o agravamento do seu estado de saúde e afirmam que a esposa do presidente venezuelano Nicolás Maduro necessita de acompanhamento cardiológico especializado.

Em carta encaminhada ao Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, nesta terça-feira (08/09), os advogados Mark Donnelly e Andrés Sánchez afirmam que Flores, de 69 anos, apresenta “palpitações cardíacas e dores epigástricas ocasionais”. A defesa também relatou “dores no peito, arritmias, dificuldades respiratórias” e a perda de mais de 11 quilos desde sua entrada na prisão, em 3 de janeiro.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Segundo o documento, em 29 de julho, Flores sofreu, durante 30 minutos, uma “intensa pressão no peito e sensação de falta de ar”, que cessou, posteriormente, sem medicação. Os advogados levantam a possibilidade de que tenha ocorrido um infarto leve, mas ressaltam que a hipótese não foi confirmada clinicamente.

A defesa afirma ainda que Flores gozava de boa saúde antes da prisão e que atualmente utiliza quatro medicamentos. Ela também dispõe de nitroglicerina para uma eventual emergência cardíaca e recebeu recomendação médica para uma avaliação das artérias coronárias, com possibilidade de intervenção. Com base neste quadro de saúde, os advogados afirmam que o presídio federal, onde a primeira-dama está detida, não oferece as condições necessárias para seu tratamento e recuperação.

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe
Cilia Flores, esposa do presidente venezuelano Nicolás Maduro, necessita de acompanhamento cardiológico especializado, afirma defesa
Nicolas Maduro / Telegram

Prisão domiciliar

Os advogados pedem à Justiça norte-americana que Flores seja transferida para uma residência particular em Nova York e que permaneça sob um regime de vigilância semelhante à prisão domiciliar. Pela proposta da defesa, ela permaneceria monitorada 24 horas por guardas contratados de uma empresa privada, usaria tornozeleira eletrônica e teria restrições a visitas e comunicações.

A defesa também se dispõe a entregar seu passaporte e afirma que os custos dessa estrutura de segurança seriam pagos pelos acusados. Os advogados frisam que Flores não representa risco de fuga e que ela pretende permanecer em Nova York para acompanhar Maduro e permanecer ao seu lado durante todas as etapas do processo.

A primeira-dama encontram-se detida no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn desde 3 de janeiro. Ela foi levada, junto com Maduro, após o sequestro do casal pelo governo Trump, durante a operação militar realizada em Caracas na noite de 2 de janeiro.

Eles acusados por Washington de tráfico de drogas e terrorismo e já se declararam inocentes perante o Tribunal de Nova York. O processo está em fase de apresentação de recursos contra as acusações, e o julgamento está previsto para começar em 1º de junho de 2027.

Mais lidas