Claudia Sheinbaum elogia reformas econômicas aprovadas por Cuba
Presidente mexicana afirmou que mudanças da ilha merecem reconhecimento e incentivou investimentos, inclusive de empresários mexicanos
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou nesta sexta-feira (19/06) satisfação com as recentes transformações econômicas e sociais aprovadas pela Assembleia Nacional de Cuba.
Durante sua coletiva de imprensa matinal, a mandatária mexicana enfatizou que todo o esforço entre as autoridades e o povo cubano “deve ser reconhecido”, já que a ilha decidiu ampliar a abertura de sua economia e convidar cubanos que vivem em outros países a participarem desse processo.
Além disso, ao ser questionada se o governo mexicano ofereceria mais investimentos a Cuba, Sheinbaum disse que, caso empresários mexicanos tenham interesse em investir em Cuba, poderão entrar em contato com o Ministério das Relações Exteriores do México. “Caso queiram agendar uma reunião especial”, acrescentou.
A declaração ocorreu após o governo cubano aprovar, na quinta-feira (18/06), um pacote de reformas econômicas e sociais voltado ao enfrentamento dos efeitos das sanções, perseguição financeira e do bloqueio imposto pelos Estados Unidos contra a nação caribenha.
O plano consiste em 176 pontos distribuídos em 23 eixos estratégicos. Entre as principais medidas estão o fortalecimento da área empresarial, a ampliação da abertura ao capital privado nacional e estrangeiro, a modernização do sistema bancário e a busca por maior coerência entre os regimes cambial, tributário e de formação de preços.
O programa também prevê uma abordagem técnica e pragmática para lidar com a dolarização parcial da economia, além da descentralização territorial e do redimensionamento da administração central do Estado.
Durante o encerramento da sessão desta quinta-feira, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a nação caribenha “resiste heroicamente e criativamente a um castigo bárbaro, imerecido e insuportável, ao qual se soma agora a ameaça de agressão militar e, sempre, a mentira, tudo dentro de um conjunto que opera como arma estratégica contra a resistência coletiva”.
























