Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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O governo colombiano anunciou neste domingo (21/12) um investimento de US$ 12.7 milhões (cerca de R$ 72 milhões) para um plano de fortalecimento das capacidades de defesa e segurança nacional, em uma estratégia que prevê proteção contra ameaças de organizações armadas no país. A medida instruída pelo presidente Gustavo Petro será formalizada através de um documento do Conselho Nacional de Política Econômica e Social (Conpes), com projeção de execução para a próxima década.

Segundo o ministro da Defesa colombiano, Pedro Sánchez, a prioridade é a “segurança humana e a proteção da vida” em territórios considerados vulneráveis. Os recursos destinados a esse fortalecimento, conforme o governo, permitirão a integração de tecnologias avançadas e a melhoria das condições de trabalho.

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A administração nacional afirmou que o investimento em segurança busca “gerar um ambiente de prosperidade e desenvolvimento social” nas regiões, com foco em responder às necessidades de comunidades afetadas diretamente pela violência em áreas rurais.

O governo colombiano anunciou um investimento milionário para um plano de fortalecimento das capacidades de defesa e segurança nacional
RS/Fotos Públicas

O anúncio ocorre após ajustes táticos definidos pelo Conselho de Segurança para aumentar a presença estatal em departamentos como Cauca e Norte de Santander. As modificações foram realizadas após ataques registrados em Aguachica e Buenos Aires, onde o uso de explosivos causou ferimentos a dezenas de membros das forças de segurança.

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Na última quinta-feira (18/12), sete soldados morreram e outros 31 ficaram feridos em decorrência de um ataque armado a uma base militar localizada no município de Aguachica, no departamento de Cesar. Segundo fontes militares, o Exército de Libertação Nacional (ELN) seria o responsável pelo incidente, que usou drones e outros materiais explosivos contra a instalação usada para fins de treinamento.

O ministro Sánchez enfatizou que o novo dispositivo estratégico tem como objetivo “garantir a tranquilidade dos habitantes e proteger a infraestrutura produtiva local”, em resposta a uma escalada de incidentes violentos que causaram danos em várias zonas rurais.

Por sua vez, o presidente Petro instruiu os comandantes militares a otimizarem o uso dos recursos para “neutralizar ações que violassem a soberania territorial”.

Em paralelo, o governo reafirmou seu compromisso com “a paz e a justiça social”, declarando que as capacidades do Estado serão direcionadas para a defesa dos direitos fundamentais de setores historicamente excluídos.

O Conpes, órgão responsável pela coordenação do planejamento técnico e econômico dos investimentos públicos no país, será o encarregado de estabelecer as prioridades de longo prazo para fortalecer a presença institucional em áreas de conflito e promover “a integração social por meio do uso eficiente das finanças nacionais”.

(*) Com Telesur