Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O governo colombiano rejeitou na sexta-feira (05/12) “qualquer sugestão de uso da força militar em território colombiano sob qualquer pretexto”, em meio a ameaças da administração dos EUA de Donald Trump.

“Nenhum Estado pode realizar operações armadas no território de outro sem o seu consentimento expresso. Tal ação violaria diretamente a Carta das Nações Unidas e os princípios fundamentais que sustentam a paz e a estabilidade internacionais”, afirmou a ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Rosa Villavicencio.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Sem mencionar os ataques cinéticos dos EUA, ela expressou a “profunda preocupação” do Executivo com “a crescente normalização de operações extraterritoriais não autorizadas, que deixaram dezenas de vítimas no Caribe e no Pacífico“.

“Esses eventos corroem a ordem jurídica internacional e criam um precedente extremamente perigoso em uma região reconhecida como zona de paz”, enfatizou Villavicencio.

Mais lidas

Em sua declaração, a diplomata mencionou que ignorar os mecanismos para resolver disputas por meios pacíficos acabará por “enfraquecer os próprios alicerces do sistema internacional e pôr em risco a coexistência hemisférica”.

Na mesma linha de raciocínio do presidente colombiano Gustavo Petro, ela destacou que eles não apenas enfrentaram o narcotráfico, mas também “assumiram os custos humanos e materiais dessa luta”, desacreditando assim as acusações de Trump sem mencioná-lo nominalmente.

“Nada disso pode ser usado para justificar ameaças, interferências ou ações que contrariem o direito internacional”, acrescentou Villavicencio.

Na véspera do evento, Petro conclamou os militares colombianos a defenderem a soberania da nação sul-americana com suas vidas, se necessário. “Advertimos que a Colômbia não se deixará intimidar e que quem passar das ameaças à ação só despertará a onça-pintada americana que jaz adormecida no coração do povo”, declarou.

Petro respondeu mais uma vez às declarações de Trump, que disse na terça-feira (02/12) que qualquer país que produza e comercialize drogas para os EUA “está sujeito a ataques”.