ONU mobiliza ajuda humanitária para Colômbia após terremoto; mais de 250 morreram
Suprimentos serão entregues aos afetados do tremor de magnitude 7,4 que atingiu 13 departamentos do país; presidente decreta estado de calamidade pública
Atualizado 12/08 às 16:11
A Organização das Nações Unidas (ONU) reforçou nesta quarta-feira (12/08) o apoio à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10/08) e afetou 13 departamentos. Segundo os dados mais recentes, o desastre deixou até o momento já 254 mortos, 1.679 feridos e 243 estruturas desabadas. As avaliações ainda estão em andamento em cerca de 357 municípios, e os números podem mudar nos próximos dias.
Entre as principais necessidades estão abrigo, água, atendimento de saúde e educação. Segundo Vera Goldsmith, gerente do Fundo Regional Humanitário para América Latina e Caribe do Ocha, “as grandes necessidades identificadas são a nível de abrigo, obviamente de água, de saúde, de educação”. Ela também destacou que a dificuldade de acesso a determinadas regiões exige uma logística complexa.
A resposta é liderada pelo governo colombiano, com apoio da ONU e de organizações humanitárias internacionais. Para Goldsmith, “uma coisa é certa: a Colômbia não está só”, ressaltando que a comunidade internacional já ofereceu ajuda. Além do atendimento às necessidades básicas, a ONU aponta a importância de apoio à saúde mental, proteção para mulheres e continuidade da educação para crianças afetadas pelo desastre.
Luto nacional
Nesta terça-feira (11/08), o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, decretou três dias de luto nacional declarando que “o governo nacional, em nome do povo colombiano, expressa seu profundo pesar pelas pessoas que perderam a vida devido à atividade sísmica ocorrida em 10 de agosto de 2026, em território nacional, e se solidariza com o luto das famílias e amigos dessas pessoas”, afirma um decreto emitido pela Presidência.
Por essa razão, durante três dias, a partir de hoje, “a bandeira nacional será hasteada a meio mastro” nos edifícios públicos do país e nas missões diplomáticas da Colômbia no exterior, acrescenta o decreto.
Segundo o Decreto 1.172 de 2026, assinado por De la Espriella — que assumiu a presidência há apenas cinco dias —, “a perda de vidas humanas entristece tanto as famílias e amigos quanto o governo nacional”, que “expressa sua solidariedade diante de tamanha tragédia”, em luto que também “entristece todo o país”.
#Política | El presidente Abelardo de la Espriella decretó tres días de duelo nacional en honor a las personas fallecidas con ocasión del terremoto ocurrido el pasado 10 de agosto.
Vía @laurad_duartehttps://t.co/vwS5QSGs2p pic.twitter.com/dRiF8IMkr2
— ÚltimaHoraCaracol (@UltimaHoraCR) August 12, 2026
Espriella também assinou um decreto declarando estado de calamidade pública, medida que, segundo ele, permitirá intensificar os esforços de socorro nas áreas mais afetadas e em todo o resto do país.
O presidente acrescentou que a decisão visa aprimorar a resposta à tragédia, e o decreto foi assinado em Bogotá, na sede da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), segundo informações da mídia local.
Espriella também assinou um decreto declarando estado de calamidade pública, medida que, segundo ele, permitirá intensificar os esforços de socorro nas áreas mais afetadas e em todo o resto do país.
O presidente acrescentou que a decisão visa aprimorar a resposta à tragédia, e o decreto foi assinado em Bogotá, na sede da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), segundo informações da mídia local.
A Administradora dos Recursos do Sistema Geral de Seguridade Social em Saúde (ADRES) informou que os familiares das vítimas podem solicitar indenização e reembolso das despesas funerárias de até 750 vezes o salário mínimo diário vigente, sem necessidade de intermediários.
O processo pode ser realizado pela plataforma oficial, disponível 24 horas por dia. Na área de energia, Sistema Interligado Nacional (XM) informou que os principais problemas de conexão com Chocó foram resolvidos. Em Cauca-Nariño, a demanda não atendida está em 2%; em Caldas-Quindío-Risaralda, o impacto chega a 14,3%; e, no Valle do Cauca, a 11%.
O Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses informou que, até as 7h desta quarta (12/08) havia recebido 202 corpos provenientes de Chocó, Caldas, Risaralda e Valle do Cauca. Desse total, 121 vítimas já foram identificadas, incluindo cinco menores de idade.
De acordo com as autoridades os trabalhos continuam na identificação das vítimas, no atendimento às famílias e na recuperação dos serviços essenciais nas regiões afetadas.
Pereira registrou 101 mortes, enquanto Cali registra 95, Quibdó já nove e Manizales já cinco. A emergência também está afetando o tráfego aéreo: os aeroportos de Pereira, Popayán e Cartago mantêm operações restritas devido aos danos.
Cali e Pereira vivem a situação mais crítica, com estruturas desabadas e pessoas presas nos escombros. Em Quibdó, há relatos de feridos e danos em prédios, enquanto em Manizales os danos estruturais estão sendo avaliados.
Além disso, muitas comunidades indígenas na região da floresta tropical do Pacífico, no departamento de Chocó, perto do epicentro do terremoto, permanecem sem eletricidade e serviços básicos, o que dificulta os esforços de resgate, informa a Agência Reuters.























