Quinta-feira, 9 de julho de 2026
APOIE
Menu

O governo eleito da Colômbia, liderado por Abelardo de la Espriella, anunciou nesta quarta-feira (01/06) um plano de ajuste econômico que visa cumprir a promessa de campanha do ultradireitista de reduzir em 40% o tamanho do Estado. A posse do novo governo está marcada para o dia 7 de agosto.

Para atingir esse objetivo, De la Espriella nomeou o economista Miguel Gómez Martínez, ex-embaixador da Colômbia na França durante o primeiro mandato de Álvaro Uribe Vélez, e ex-presidente do Banco de Comércio Exterior da Colômbia (Bancóldex) e da Câmara de Comércio Colombiano-Americana.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

Martínez afirmou que irá adotar medidas de austeridade econômica no país, incluindo a revisão dos gastos públicos e a extinção de ministérios; além de emplacar uma reforma tributária e retomar a exploração de petróleo e gás, por meio do fraturamento hidráulico (fracking).  Segundo ele, a prioridade agora é reduzir o elevado déficit fiscal do país, que alcançou 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em entrevista à Blu Radio, o futuro ministro criticou a condução econômica do governo Petro. “As pessoas precisam entender que não estamos aqui para continuar a festa”, afirmou. “Já não há como continuar financiando o gasto público por meio da dívida. Isso precisa ficar muito claro na mente dos colombianos”, declarou.

Mais lidas

Segundo ele, a situação fiscal da Colômbia é insustentável. Ele afirmou que, entre janeiro e abril deste ano, o governo gastou, em média, 40 trilhões de pesos por mês, e arrecadou 28 trilhões de pesos, gerando um déficit mensal de 12 trilhões de pesos. “O que recebo é ruim, muito ruim”, declarou.

Governo eleito da Colômbia, liderado por Abelardo de la Espriella, anunciou nesta quarta-feira (01/06) um plano de ajuste econômico
@ABDELAESPRIELLA

Cortes e investimentos privados

Segundo o economista, os detalhes do plano de austeridade ainda serão definidos, mas ele adiantou algumas medidas. Em relação à reforma tributária, disse que ela será muito diferente da apresentada pelo governo Petro, visando estimular o crescimento econômico, alavancar os investimentos privados e não ampliar a carga tributária.

Em relação ao enxugamento do Estado, ele afirmou que o orçamento federal deverá crescer abaixo da inflação, a partir de 2027. Informou, também, que será feita uma revisão detalhada das contas públicas para reduzir a dívida pública, superior a 1.200 trilhões de pesos.

Na área energética, ele defendeu a retomada da exploração de petróleo e gás. “A realidade é que o país empobreceu em termos energéticos. Suas reservas de petróleo e gás diminuíram e, nessas condições, é muito complicado que a economia cresça”, declarou.