Sexta-feira, 26 de junho de 2026
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A Procuradoria-Geral da Colômbia abriu nesta quinta-feira (18/06) uma nova investigação contra o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe Vélez por sua suposta participação na formação de grupos paramilitares. A morte de um ativista de direitos humanos e dois massacres em Antioquia também integram a denúncia.

Uribe foi convocado para interrogatório e terá de responder sobre os massacres perpetrados por paramilitares no departamento de Antioquia que ocorreram na região de La Granja, em 1996, culminando em quatro mortes e dezenas de deslocados; e em El Aro, em 1997, quando 15 civis foram assassinados.

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As autoridades também investigam o envolvimento do ex-presidente no homicídio do defensor de direitos humanos, Jesús María Valle Jaramillo, que denunciou a violência paramilitar em Antioquia. Ele foi morto em Medelín, em 1998.

O inquérito da Procuradoria Geral o denuncia por “supostamente facilitar e promover a atuação dessa estrutura armada, que teria utilizado como base a fazenda Guacharacas, de propriedade da família Uribe Vélez na época”. Ele também é suspeito por ter ordenando um advogado a subornar paramilitares presos, visando se livrar das acusações.

Mais lidas

Semanas atrás, seu irmão, Santiago Uribe, foi condenado a 25 anos de prisão por liderar o grupo paramilitar “Os 12 Apóstolos”.

Colômbia investiga envolvimento de Álvaro Uribe na formação de grupos paramilitares
@AlvaroUribeVel / X

Resposta de Uribe

Nas redes sociais, o ex-presidente colombiano reagiu às investigações. “Este é um claro caso de pressão política e injustiça”, afirmou, ao dizer estar enfrentando “este suplício a poucas horas das eleições”.

Em outra postagem, cobrou: “onde estão minhas garantias judiciais? A promotoria me convoca para interrogatório sem realizar todas as provas solicitadas e decretadas, sem decretar outras. A uma promotora comissionada para realizar provas lhe estenderam o prazo ainda não cumprido”.

Esta não é a primeira acusação contra o ex-presidente. No ano passado, ele chegou a ser condenado por fraude e suborno, mas a decisão foi anulada após apelação e encontra-se em revisão na Corte Suprema do país.