Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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O ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro, garantiu nesta quinta-feira (27/08) que as informações forenses extraídas do telefone do consultor político argentino Fernando Cerimedo – aliado de figuras de extrema direita como Javier Milei e a família Bolsonaro – sustentam as suas denúncias a respeito de uma manipulação massiva dos eleitores no processo eleitoral que levou à vitória de Abelardo de la Espriella.

Por rede social, o ex-mandatário destacou que a estrutura tecnológica de Cerimedo, que consiste em dispositivos digitais para disseminar e manipular conteúdos específicos nas redes sociais, estendeu-se a países como Honduras, El Salvador, Equador, Peru, Chile, México, Brasil e Argentina.

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“As eleições na Colômbia, justamente por causa da manipulação massiva dos eleitores, que limita seu voto, deveriam ser anuladas se tivermos uma justiça corajosa”, declarou Petro, mencionando a interferência de “mais de dois milhões de bots e perfis falsos gerenciados por fazendas automatizadas do exterior”. 

“A manipulação mental dos eleitores já é um crime estabelecido em nosso código eleitoral”, acrescentou.

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Ainda com base em um relatório pericialista do celular de Cerimedo, o ex-presidente assegurou a existência de um vínculo com autoridades colombianas para alterar a vontade popular. Petro pediu para as autoridades criminais processarem também Javier Negre, fundador do portal La Derecha Diario, uma plataforma de apoio a governos de direita na região.

Por meio de sua rede social, o líder político apontou a existência de um fundo de financiamento composto por dinheiro da máfia e recursos públicos de Medellín, destinado a financiar os proprietários de fazendas de robôs em Miami, nos Estados Unidos.

Apontando para um segundo tópico, acrescentou que foram registradas irregularidades informáticas em 1.350 seções eleitorais, detacando que, por meio de software, a vantagem foi concedida a De la Espriella, mas que se o voto tivesse sido “livre”, o verdadeiro vencedor teria sido Iván Cepeda.

“Na comissão de direitos humanos das Nações Unidas deve-se colocar a denúncia de violação sistemática e massiva do direito a escolher e ser eleito em Honduras, El Salvador, Colômbia, Equador, Peru, Chile, México, Brasil e Argentina”, escreveu. “A luta progressista mundial, com o progressismo estadunidense incluído, deve derrotar o projeto obscurantista de escravidão informativa à humanidade que se prega desde as alturas do poder econômico com o projeto Palantir e seus intelectuais da escuridão”.

(*) Com Telesur