Quinta-feira, 14 de maio de 2026
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O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, ordenou o reforço imediato das forças de segurança no sudoeste do país, em resposta ao ataque em Cajibío, no departamento do Cauca. No último sábado (25/04), grupos armados explodiram uma bomba na Rodovia Pan-Americana, deixando 20 mortos e 36 pessoas feridas.

“Atualmente, o relatório registra 20 mortes de civis — 15 mulheres e 5 homens, todos adultos — e 36 feridos, 3 dos quais permanecem em terapia intensiva. Cinco menores também estão feridos e fora de perigo”, confirmou o governador de Cauca, Octavio Guzmán, ao informar que três dias de luto foram decretados no país “em memória da população civil que perdeu a vida devido à violência”.

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Segundo o governo colombiano, o aparato em solo na região conta com 12 pelotões de infantaria e mais de 13 pelotões de cavalaria blindada, além do envio de unidades especiais da Polícia Nacional no sudoeste do país. O reforço visa garantir mobilidade e manter o controle nos trechos mais críticos da rodovia que liga o centro da cidade aos povoados de Villa Paz, Robles, Timba e Guachinte.

Segundo o comandante das Forças Militares da Colômbia, general Hugo Alejandro López, entre sexta-feira (24/04) e sábado (25/04) foram registradas 26 ações terroristas nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca.

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@PedroSanchezCol / X

Ataques

“Após os recentes ataques no Valle del Cauca, a resposta é imediata e contundente: não vamos ceder um único espaço ao crime”, afirmou Sánchez. O governo colombiano responsabiliza os ataques a dissidentes das Farc contrários ao acordo de paz de 2016 e ligados à frente Jaime Martínez, que detém controle sobre corredores estratégicos de narcotráfico ligando o norte de Cauca a partes de Nariño e Valle del Cauca.

“Os assassinos são narcoterroristas dissidentes do cartel ‘Iván Mordisco”, afirmou Sanchez, ao anunciar uma recompensa de até 1 bilhão de pesos colombianos por informações sobre ele e outros integrantes da ação identificados pelos codinomes “Farley”, “David”, “Mi Pez” e “Jairo Ramírez”.

“A bolha de inteligência contra esses criminosos é revigorada para acelerar sua neutralização”, afirmou Sanchez, ao pedir apoio da população por meio da linha telefônica 157. O Instituto de Medicina Legal segue no processo de identificação das vítimas e no atendimento aos feridos.