Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
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Às vésperas de uma possível reunião com seu homólogo norte-americano, Donald Trump, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a relação do Brasil com os Estados Unidos combina “altivez e diálogo”. A posição se deu por meio de mensagem lida pelo primeiro-secretário da Câmara, o deputado Carlos Veras (PT-PE), na segunda-feira (02/02) durante sessão conjunta no Congresso, evento que marcou a abertura do ano Legislativo.

“Com altivez e muito diálogo, reabrimos as portas do mercado norte-americano” após o “tarifaço” decretado pelo governo dos Estados Unidos, diz o texto assinado pelo mandatário brasileiro. “Nossa reação foi imediata. Criamos o Plano Brasil Soberano para socorrer empresas e preservar empregos“, acrescenta.

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Em julho do ano passado, Trump impôs um tarifaço sobre exportações brasileiras alegando se tratar de uma represália ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que acabou condenado a 27 anos e três meses de prisão por atentar contra a democracia do país. As ameaças do republicano ganharam forma durante a cúpula do BRICS, realizada naquele mês, no Rio de Janeiro.

“Intensificamos as buscas por novas parcerias comerciais e chegamos ao fim de ano com 521 novos mercados abertos. Mesmo com o tarifaço, as exportações brasileiras atingiram em 2025 a marca de U$ 348,7 bilhões, um recorde em três anos”, continua Lula.

Mais lidas

Recentemente, os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos acertaram a possibilidade de uma reunião presencial em Washington, em março. No último sábado (31/01), o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, conversaram por telefone para discutir os temas que devem integrar a agenda bilateral.

Presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Cúpula da ASEAN no Centro de Convenções de Kuala Lumpur
The White House

Ano Judiciário

Na cerimônia de abertura do ano Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula discursou em defesa do papel da Corte na preservação da democracia e do Estado Democrático de Direito.

Em referência às sanções promovidas pelo governo Trump contra o Brasil, incluindo o tarifaço e ataques contra autoridades brasileiras, o mandatário voltou a defender a soberania nacional e a criticar intervenções estrangeiras em assuntos domésticos.

“Em 2025, enfrentamos ataques externos à nossa soberania. E nos mantivemos firmes. O Brasil respondeu com altivez, com base no direito internacional, com a força de suas instituições e, sobretudo, com a legitimidade conferida pelo povo. Reafirmamos que nenhuma nação se constrói sob tutela, e que a democracia brasileira não se curva a pressões e intimidações de quem quer que seja”, declarou Lula.

(*) Com Ansa